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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

4 toques para quem vai atualizar o currículo


Por Camila Pati

Ideal é revisitar o currículo uma vez por mês ou a cada três meses, no máximo para não deixar nenhuma experiência relevante ficar de fora, diz especialista.

Uma experiência profissional adquirida, a participação em um projeto, ou um curso feito recentemente. Cada novo passou dado na carreira deve ser registrado no currículo. Afinal ele é o espelho da sua trajetória profissional.

Mas é fato que muita gente, quando se trata de atualizar o currículo, acaba caindo na procrastinação. De acordo com pesquisa realizada pela Vagas Tecnologia em sua base de dados, os profissionais levam mais seis meses para incluir novos dados.

Dos profissionais de 21 a 30 anos, 54,7% declararam que passam mais de 180 dias sem colocar informações sobre a sua evolução na carreira. Entre as pessoas de 31 a 40 anos, o percentual é ainda maior: 57,7% ficam mais de seis meses sem atualizar o currículo.

Segundo Fernanda Diez, gerente de relacionamento da Vagas Tecnologia, revisitar o currículo apenas duas vezes por ano é arriscado. “É um dado alarmante. Quanto mais o profissional demora, maior a chance de ele não se lembrar de todos os projetos dos quais participou nesse período”, explica.

O ideal, diz Fernanda, é que o currículo seja atualizado uma vez por mês. “Ou no máximo a cada três meses”, sugere. Se você não revê o cv faz tempo, confira os toques da especialista na hora incluir novas informações:

1. No currículo online inclua o máximo de informações possível

Se o currículo de papel tem limite de tamanho e geralmente conta com uma ou duas páginas, a versão online não deve ser enxuta. Use e abuse de palavras chaves e não deixe nenhum projeto relevante de fora, porque ele pode ser essencial para você ser chamado para a entrevista.
“O currículo online é ligado a um sistema de recrutamento e seleção que cruza as informações entre o perfil da vaga e os currículos, por isso ele precisa ser bem completo para aparecer nesse cruzamento”, diz Fernanda.

2. Revise o documento ao menos três vezes

“Temos uma oportunidade, você pode me enviar o currículo agora?”. Ao receber essa ligação, você vai desejar como nunca ter seguido os conselhos da especialista sobre manter as informações atualizadas.

Incluir dados novos em meio à ansiedade de concorrer a uma oportunidade profissional pode resultar em deslizes gramaticais, por pura pressa e desatenção. “Ao recrutador soa como desleixo, mas, muitas vezes, é ansiedade”, diz Fernanda.

 Por isso, releia tudo e atente a detalhes, letras trocadas, erros ortográficos e de concordância. “Peça para alguém ler com olhos críticos”, indica a especialista.

3. Indique o objetivo profissional

Ele pode ser mais abrangente, indicando a área de atuação ou mais específico trazendo também o cargo almejado. O importante é que o recrutador perceba que você é um profissional que sabe o que quer. “Colocar a critério da empresa, não é indicado porque passa a imagem de que a pessoa não tem um objetivo”, lembra Fernanda.

4. Atente à relevância das experiências

Aquela palestra sobre nutrição a que você assistiu deve ficar de fora se o seu objetivo é conquistar uma oportunidade no mercado financeiro. “Inclua apenas o que for relevante e que reflita suas aptidões”, diz Fernanda.

Evite colocar adjetivos soltos. Se você é proativo, organizado e tem habilidades de liderança, coloque projetos e experiências que exemplifiquem estas competências. Comandar um grupo de estudo mostra que você está desenvolvendo a liderança, fazer cursos online gratuitos revela a sua proatividade na hora de buscar conhecimento e por aí vai. “O recrutador vai sempre buscar as experiências que comprovem as competências”, explica Fernanda.

Fonte: Exame.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

7 perguntas sobre carreira para responder até o dia 31

Talita Abrantes
O ano, enfim, está dando seus suspiros finais. Salvo a correria típica da época, vale a pena reservar um tempo para avaliar os dias que se passaram e projetar novas etapas para os que virão - principalmente tendo em vista sua trajetória profissional. Tendo em vista isso,  EXAME.com consultou especialistas de carreira e listou os questionamentos essenciais para avaliar seu ano. Confira:
Você foi protagonista da sua história em 2012 ou se deixou levar pelas circunstâncias?
É fato que nem tudo está sob o seu controle na vida. Mas, em alguma medida, é essencial ser o criador e motivador de algumas das mudanças e situações que você vive. Em termos de carreira, é este tipo de atitude que separa as pessoas que crescem das que ficam estagnadas profissionalmente. Por isso, em uma escala de 0 a 10, os fatos da sua trajetória profissional em 2012 foram fruto de decisões suas ou foram impostos por outros? Se a nota for inferior a 6, atenção. “Se concluir que não foi protagonista, já tem um problema para 2013”, afirma Caroline Pfeiffer, diretora de vendas e marketing da LLH|DBM.
Você deu alguns passos em direção aos seus planos de longo prazo?
O que se vive profissionalmente nos 365 ou 366 dias de um ano devem estar inseridos no contexto daquilo que se planeja para dali cinco, dez e, quem sabe, até 20 anos. Por isso, Caroline aconselha uma análise sobre o quanto o que você fez em todos os dias úteis de 2012 te encaminharam para suas metas de longo prazo, ou não.
 “Um ano é muito pouco. Se a gente não fizer o que estava previsto para 2012, dificilmente chegaremos ao que queremos em 2020”, diz a especialista. Portanto, se a resposta for nula, avalie se você se deixou sufocar pelas atividades diárias ou permitiu que outros conduzissem sua carreira – em vez de você.
Você cumpriu suas metas?
Um meio para responder a pergunta anterior é, antes, se questionar sobre se tirou (ou não) do papel as resoluções que tinha se proposto no início do ano. “Veja se conseguiu atingir as metas em dois sentidos: a performance em si em sua área ou função e seu desenvolvimento pessoal”, afirma João Marcelo Furlam diretor-executivo da Enora Leaders.
Um meio para responder a segunda questão, segundo o especialista, é perguntar para pessoas que convivem com você e que podem opinar sobre suas mudanças de comportamento.
Seu nível de exposição dentro da organização mudou neste ano?
 “O potencial de crescimento em si é muito baseado também nos relacionamentos que temos dentro da organização”, diz Furlam, da Enora Leaders. Por isso, avalie o quanto sua rede de relacionamentos cresceu neste ano em termos qualitativos. “Não é como a lista do Facebook. O que importa é como estão os vínculos que vão conduzir ao seu crescimento”, diz o especialista.
Diante do que viveu este ano, é preciso ajustar as metas de longo prazo?
Apesar de importantes, metas e planos não podem ser vistos como leis estanques. Antes, devem estar sujeitos a revisões periódicas – feitas à luz das mudanças ocorridas na carreira e na vida. Por isso, “reveja 2012 olhando para 2020”, brinca Caroline. Faça uma lista das mudanças de percursos do ano que está para dar seus suspiros finais e, quando necessário, reveja seus planos vindouros.
Quais foram seus principais ganhos e fracassos em 2012?
Nos últimos 366 dias, quais as principais conquistas para a sua carreira? O que você aprendeu? Que hábitos ruins conseguiu mudar? Por outro lado, em que aspectos você retrocedeu ou falhou? O que é preciso mudar para o próximo ano?
Você quer continuar neste caminho?
 “A gente precisa repactuar o compromisso com a empresa que estamos, com o estilo de vida que temos”, diz Caroline. Se alguma coisa não está em sintonia, a dica é avaliar se vale a pena continuar investindo as fichas neste caminho.
Fonte: Exame.com