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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Internet tem etiqueta própria na hora de falar


'Netiqueta' é conjunto de regras para a escrita na web.

Mesmo na internet, a escrita também precisa seguir algumas regras.  A “netiqueta”, que seria as definições de comportamento dentro da grande rede.

A etiqueta vai muito além do que apenas os atos educados do dia a dia, como ceder o lugar em um trem cheio ou segurar a bagagem de um passageiro que está em pé dentro de um ônibus. As regras do bom convívio também chegaram ao mundo virtual, principalmente em meios corporativos.

A coordenadora de merchandising Rafaella Barros trabalha em um shopping do Recife e sabe que a educação na internet é fundamental para ter sucesso nos negócios. “Em média, a gente recebe por dia 100, 150 e-mails. E é muito importante para definir prioridades o assunto do e-mail. Quanto mais claro, mais objetivo. E é o que vai definir qual a minha prioridade do dia”, comentou.

Professora Fernanda Bérgamo deu dicas
(Foto: Reprodução / TV Globo)
Não importa a quantidade de e-mails recebida por dia; as orientações são as mesmas na hora da escrita. A primeira é: evite o excesso de informalidade. “Ser um bom comunicador é considerar principalmente para quem você está escrevendo. A gente percebe algumas falhas na questão da escolha entre a formalidade e a informalidade desde o início do e-mail. Na saudação inicial, muitas pessoas consideram ‘prezado’ e ‘caro’ sinônimos equivalentes, quando, na verdade, não são. Entre ‘caro’, que é querido, e ‘prezado’, que é uma formalidade necessária ao ambiente profissional, é preciso fazer a escolha dependendo do nível de intimidade que você tem com a pessoa que você se comunica”, destacou Fernanda Bérgamo.

As regras para um texto informal, destinado a amigos, são bem distintas para um texto profissional. “O texto informal cabe os emoticons, as carinhas, o excesso de pontuação. Portanto, nada de colocar várias exclamações seguidas, de colocar emoticons no seu texto. Em e-mails não formais, posso me despedir com ‘cordialmente’, que é ‘de coração’. Se eu quero manter um nível de formalidade mais alto, é bastante adequado usar ‘respeitosamente’”, destacou a professora, que gosta de se despedir em e-mails com a palavra ‘atenciosamente’. “Ele está no meio termo entre a formalidade excessiva e uma informalidade que muitas vezes é desnecessária. Se despedir com ‘atenciosamente’, é sempre uma forma adequada na comunicação corporativa”, completou.

Os comunicadores precisam ter atenção também à falta de objetividade. No ambiente corporativo virtual, é preciso escrever textos curtos, diretos. “E-mail bom é aquele que cabe na tela do computador, e isso inclui desde a saudação inicial até a despedida. Há pessoas que escrevem demais, desnecessariamente. A objetividade é um respeito ao outro. Muita gente ainda começa e-mails ou mensagens oficiais com essa linguagem: ‘venho por meio desta informar’. ‘Por meio desta’ é desnecessário. Imaginemos que a pessoa substitua por ‘gostaria de informar’. A inadequação seria o uso do verbo no futuro do pretérito, porque quem gostaria não gosta. Então, seria mais interessante substituir por ‘quero informar’. Mas temos que lembrar que a objetividade pede para abrir mão de dois verbos e utilizar apenas um. Então, posso utilizar ‘informo’”, falou Bérgamo.

A professora ainda deu a dica de usar a primeira pessoa do plural, por ser mais moderno e generoso. “Atrás de toda atividade profissional há uma equipe. Então, para começar bem e ser adequado, use ‘informamos’ e, com muita objetividade, informe logo a seguir”, falou. A netiqueta também pede que não se use mais o recuo na primeira linha para indicar um novo parágrafo. Entre o término de um e o começo de outro, agora, usa-se um espaço duplo entre as linhas.

A etiqueta virtual trata de ainda de outro detalhe importante: a falta de atenção. Uma mensagem não pode ficar sem resposta. “Essa falta de atenção às vezes se dá também porque muitas pessoas não respondem as mensagens que recebem. E é preciso responder, mesmo que a resposta seja ‘não sei’ ou ainda ‘estou fazendo uma pesquisa para responder prontamente’. Mas o seu interlocutor merece uma resposta”, finalizou a professora.

Matéria completa no site do G1 Pernambuco

Outubro Rosa e o envolvimento das empresas


Autor: Caio Lauer 

Você já reparou que alguns pontos turísticos e comerciais da sua cidade estão com tonalidade ou iluminação rosa? Apesar de ter ganhado força e popularidade nos últimos anos, o movimento Outubro Rosa, que levanta a bandeira da prevenção do câncer de mama, começou no Brasil em 2002 e vem cada vez mais ganhando aliados.


Com início na década de 90 nos Estados Unidos, o Outubro Rosa foi oficializado por lá após decreto do Congresso americano que colocou outubro como o mês oficial da luta contra a doença. A escolha da cor rosa como símbolo é uma maneira feminina e sutil de sensibilizar a população, e o laço rosa é também usado como ícone internacional na luta e prevenção do câncer de mama.

Participação das organizações
Segundo o último levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2010, 12.705 mulheres morreram de câncer de mama. A mamografia deve ser realizada por mulheres com idade entre 50 e 69 anos, com intervalos máximos de dois anos entre os exames, ou a partir dos 35 anos, para as mulheres que pertencem a grupos de risco.
De olho neste preocupante cenário, diversas empresas brasileiras se envolveram na causa e apresentamos para você alguns casos interessantes:

AVON
A famosa marca de cosméticos possui uma parceria com a Femama (Federação das Associações Filantrópicas pela Saúde da Mama), e conta com a participação de 51 entidades filiadas na campanha Avon Contra o Câncer de Mama.
No Brasil inteiro, funcionários da empresa e revendedores autônomos da marca realizam caminhadas, palestras e outros eventos que promovam a conscientização do maior número possível de pessoas sobre os cuidados com a prevenção da doença.
“A ideia é unir forças em torno de um objetivo comum: conscientização, prevenção e detecção precoce da doença. Com isso, reforçamos nosso potencial articulador para que a mulher possa usufruir de forma plena, digna e saudável a sua vida”, conta Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon.

SANTANDER
O núcleo de microcrédito da instituição já faz há 4 anos um trabalho voltado à prevenção do câncer de mama. Dados internos da empresa apontam que 70% dos clientes de microcrédito são mulheres e, por este motivo, foi escolhido este braço do Santander para as campanhas.
“Convidamos médicos especialistas e pessoas que já superaram a doença para palestrar, principalmente em comunidades carentes. Envolvemos também os funcionários do banco na disseminação de um compromisso que é simples de ser exercido, mas que tem um impacto muito importante na saúde da mulher”, conta Jerônimo Ramos, superintendente da Santander Microcrédito.
Além das campanhas para o grande público, o banco também conscientiza os colaboradores com o tema por meio de comunicação interna.

ATENTO
Desde 2007, a empresa promove campanhas de prevenção do câncer de mama, com dicas de prevenção à doença. Em 2010, a Atento firmou uma parceria com o Ministério da Saúde a companhia apoia todas as campanhas realizadas pelo órgão.
“Todas as campanhas que realizamos são destinadas para todos os nossos funcionários, ou seja, 85 mil em todo Brasil. Um dado interessante é que o nosso quadro é composto por mais de 75% de mulheres”, aponta Majo Martinez Campos, diretora executiva de Recursos Humanos da Atento.
A Atento também divulga um e-mail marketing do Ministério da Saúde, além de incluir esta publicação no Jornal Mural da Empresa. Além disso, a companhia desenvolveu um post exclusivo para o Facebook da Atento como apoio à campanha do Outubro Rosa.

TELEFÔNICA VIVO
Durante todo o mês de outubro, a antena do prédio da Avenida Chucri Zaidan, no Teatro Vivo, e o edifício sede no Brasil (prédio EcoBerrini) serão iluminados de rosa, sob orientação do Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama. Além disso, a empresa programou o envio de 600 mil torpedos de sensibilização sobre a campanha para clientes Vivo, por meio do programa SMS Social, realizado pela operadora em parceria com o Ministério da Saúde. A empresa também vai distribuir laços cor de rosa nas lojas próprias de todo o país e nos prédios administrativos da companhia.
Com seus colaboradores, a Telefônica Vivo vai desenvolver uma série de ações de conscientização, como debate com médicos especializados no tema, incluindo Mitos e Verdades do Câncer de Mamas, a importância da prevenção, do autoexame, de exames periódicos e tratamentos, em parceria com o Hospital Sírio Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein. Para esta ação, a empresa também é parceira da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).
“A participação da Telefônica Vivo na ação do Outubro Rosa reforça a importância que a empresa vê no tema de prevenção, não só do câncer de mama como de doenças de modo geral”, reforça o médico Michel Daud, diretor de Promoção à Saúde da Telefônica Vivo.

ONODERA
A rede de estética firmou uma parceria com o Instituto Neo Mama, e durante o Outubro Rosa as unidades estarão iluminadas na cor rosa. A Onodera também participa da campanha com uma promoção onde na compra de um tratamento na rede e por um adicional de R$ 5,00 a cliente ganha uma camiseta que apoia a causa, onde este valor será revertido ao Instituto Neo Mama.
“Algumas mudanças de habito são relativamente simples, como manter uma alimentação equilibrada e livre de gordura, praticar atividades físicas regularmente, não abusar de bebidas alcoólicas é altamente recomendado para todas as pessoas. Mas o autoexame das mamas e um check up anual com um médico são de fundamental importância para acompanhar o processo de perto e de forma constante”, pontua Lucy Onodera, presidente da rede.

UNIMED PAULISTANA
A operadora de sistemas de saúde e assistência médica participa do Outubro Rosa desde 2011.
Com ações de endomarketing, a Unimed Paulistana divulga mensagens de conscientização no site, redes sociais, fundo de tela dos computadores dos colaboradores, Intranet, prepara cartazes que são espalhados na sede administrativa e envia e-mail marketing a todos os stakeholders.
“Durante todas as sextas-feiras de outubro os colaboradores vem trabalhar com, pelo menos, uma peça cor de rosa para fortalecer a iniciativa. Também são incentivados a tirarem uma foto criativa e o departamento mais engajado à campanha ganha um brinde especial”, relata Norian Segatto, gerente de Marketing, Comunicação e Responsabilidade Social, da Unimed Paulistana.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sobre o medo do fracasso


Adriana Gomes

Antes de ter receio de falhar, é preciso descobrir o que você entende por fracassar.

Ao começar novos programas, costumo conversar com os alunos para saber sobre suas expectativas. Sempre peço que eles me falem sobre um sonho, um medo e um hobby. Nos últimos anos, com alunos cada vez mais jovens nos cursos de pós-graduação, a resposta mais frequente para o medo tem sido o medo de fracassar.

Jovens de 22 a 25 anos, em média, com medo de fracassar profissionalmente me deixam preocupada e me levam a levantar hipóteses dos motivos que teriam para ter esse receio:

- não se sentem capazes de enfrentar desafios?
- o que seria o sucesso? O que os faz acreditar que possa ser algo inatingível?
- quais as referências de sucesso que os levam a crer em algo tão difícil ou distante de conquistar?
- o que significa fracassar, exatamente?

As definições de sucesso e fracasso são extremamente importantes, pois a partir delas é que será possível elaborar as ações necessárias para conseguir um e evitar o outro. Quando o conceito é genérico ou difuso, fica difícil reconhecer se o que se está fazendo leva para um caminho ou outro. Quem tem medo do fracasso parece viver sob ansiedade constante. Em minha opinião, existem três reações possíveis a essa situação:

1. O enfrentamento - o medo serve como mola propulsora para seguir adiante e se superar;
2. A fuga - com a percepção de que não há energia, motivação nem condições suficientes para o enfrentamento, o risco parece maior que a capacidade de lutar. O melhor a fazer é fugir, mudar de rumo, tentar outra coisa;
3. A paralisia - quando a percepção de que a ameaça é grande, o medo se torna insuportável e a pessoa é inundada por uma sensação de paralisia. Fica imóvel, refém de seus sentimentos, com a sensação de estar perdida e sem saber o que fazer.

É preciso avaliar o cenário para ver qual será sua reação.  Há casos em que abandonar é a melhor opção. Porém, o argumento não deve ser o medo e, sim, uma avaliação cuidadosa do contexto e, mais ainda, das reais condições pessoais para o enfrentamento. Com isso, quero dizer que é preciso ter consciência das competências técnicas, comportamentais, físicas e emocionais para lidar com a situação.

Não há dúvida que, quando se está mobilizado emocionalmente, a avaliação desses fatores torna-se mais complexa e até difícil de fazer sozinho.  Nessas ocasiões, procurar a ajuda de um profissional pode ser muito útil. Muitas vezes, um grande salto de desenvolvimento pessoal e profissional acontece em momentos dessa natureza.

Não é fácil expor os próprios medos. Afinal, aprendemos que nossas fragilidades devem ser escondidas. Acontece que todos, em maior ou menor grau, têm medo de fracassar, seja em uma entrevista de seleção, no desenvolvimento de uma nova tarefa, na conquista de alguém, em um exame...  Porém, é preciso analisar as consequências desse fracasso - o quanto isso compromete sua vida e seus projetos. É relevante levar em consideração também se houve investimento suficiente no preparo para encarar tal empreitada. Se não houve, o melhor é se dedicar melhor. Estudar, conversar com pessoas que passaram pela mesma situação e pesquisar a respeito são atitudes que minimizam o medo e aumentam a autoconfiança.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Use as cores a seu favor


Ana Vaz

Entenda por que as cores de nossas roupas são tão importantes para a construção da imagem pessoal e profissional.

Cerca de 80% do que percebemos do mundo chega a nós através da visão, nosso sentido de maior alcance. Por isso mesmo não é difícil entender porque as cores de nossas roupas são tão importantes para a construção da imagem pessoal e profissional. As tonalidades são grandes responsáveis pela coerência – ou incoerência - entre a comunicação não verbal e a verbal. A ideia aqui é ajudar você a fazer com que sua vestimenta seja compatível com seu discurso, qualidade, valores e rotina.

Para Reforçar Seriedade de Comprometimento
As cores fechadas e escuras, como azul marinho, preto, marrom, vinho e verde-musgo, por exemplo, ajudam a comunicar autoridade, seriedade, credibilidade, força, sofisticação e formalidade.  Do ponto de vista negativo, podem reforçar também o autoritarismo e falta de abertura a novas ideias – é por isso que vale evitá-las (principalmente as mais escuras) em momentos que você precise passar mais proximidade ou flexibilidade, que a descontração e o ar de receptividade deveriam estar sendo reforçados. Por exemplo: não precisa ir vestindo preto ao churrasco de final de ano da empresa, mesmo que esta exija roupas formais durante a semana de trabalho. 

Tons escuros são indicados para reforçar que você sabe o que diz, a sua maturidade e seu poder de decisão. Estes tons também têm o poder de colocar uma barreira entre você e seus interlocutores, por isso podem ser ótimos escudos naqueles momentos em que você não deseja ser interpelado ou até mesmo agredido. São especialmente indicadas para entrevistas de emprego ou apresentações, afinal não cansam os olhos e nem distraem a atenção. 

Reunião descontraída ou brainstorm
Bege, rosa, amarelo e azul-céu estão no grupo das cores claras, projetam uma imagem de proximidade, descontração, abertura, flexibilidade, leveza e casualidade, por outro lado podem comunicar fragilidade e submissão quando usadas em momentos que você precisa mostrar força e poder. Não vá de amarelinho apresentar os resultados negativos da sua equipe para seus superiores.

Estas cores são ótimas quando é preciso interagir com os pares e se aproximar ou quando você quiser reforçar sua jovialidade e criatividade. Dica para as mulheres: vale coordená-las com tons médios, pois se a vestimenta estiver em tons muito claros, dos pés à cabeça, você poderá transmitir uma imagem excessivamente frágil – atenção principalmente aos tons de rosa. 

Criatividade e bom humor 
Quanto mais viva e pura uma cor - como vermelho, turquesa, pink, amarelo-ouro, lima, etc. - mais ela projetará energia, desafio, casualidade e ousadia. Por outro lado, tons vivos podem transmitir infantilidade, pouca sofisticação e até causar irritabilidade quando usadas em demasia naqueles momentos em que tudo o que você precisava era reforçar a ideia de formalidade.

Na grande maioria dos ambientes de trabalho, é indicado adotar as cores vivas em pequenas doses, como em acessórios ou peças menores, de preferência coordenando-as com cores que não sejam muito contrastantes – o bege e o cinza claro são sempre ótimas opções, ao contrário do preto, que causa ainda mais contraste com elas. Usando-as assim, a capacidade criativa, a coragem e o bom humor serão ressaltados na medida certa. Evite estes tons quando precisar de máxima atenção de seus interlocutores ou audiência, como em entrevistas de emprego e apresentações, pois distraem sua audiência.

Equilíbrio
Como todas as cores têm seus pontos fortes e fracos, a dica é equilibrar seu uso no momento de escolher o visual. Sempre que quiser diminuir ou neutralizar as características negativas de uma cor, combine-a com cores que tenham características opostas. Por exemplo, vestir bege da cabeça aos pés pode fazê-lo parecer inofensivo, frágil e monótono demais. Combine-o, mesmo que em pequenas doses, com cores, como vermelho ou anil e seu visual ficará mais criativo; coordene-o com vinho, preto ou marinho, e você reforçará sua autoridade. 

Não menospreze o poder das cores. Queira você ou não, elas comunicarão algo sobre sua personalidade e perfil profissional. Então que seja sempre o melhor.