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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Talentoso ou esforçado?


Renata Magliocca

Para se destacar no mercado de trabalho o talento é mais importante que o esforço e a dedicação?


Hoje em dia, fala-se muito que é preciso ter talento e paixão pelo que faz, mas pouco se discute o quanto a vida profissional exige esforço e resiliência para lidar com as frustrações e cenários nem tão positivos assim. A construção de uma carreira de sucesso vai muito além dos slogans que estamos acostumados a ouvir, exige do profissional uma boa dose de dedicação e paciência para lidar com a rotina, com os problemas e algumas mudanças não desejadas.

Dúvidas, erros e comprometimento fazem parte da história dos melhores profissionais que conheço e que gostam muito do que fazem. Os maiores líderes de empresas são profissionais mais do que talentosos, que se esforçaram e imprimiram muita dedicação em suas carreiras. Afinal, em um ambiente com tantas pessoas talentosas que às vezes têm talentos tão similares, o comprometimento faz muita diferença.

É claro que o ideal é a combinação de talento e esforço, no entanto, talento sem esforço pode levar à arrogância ou pouca ação de fato. Já o esforço sem talento pode levar a importantes aprendizados e valiosos resultados. Para identificar, fortalecer e aprimorar talentos é preciso muito esforço e dedicação. Contar com a certeza que o talento será visto e valorizado sem esforço é deixar de ser protagonista da própria história.

Por fim, deixo a dica de Gilberto Dimenstein: “Na construção de carreira e da vida de forma geral é preciso que haja dedicação e uma vontade genuína de querer aprender. Não há talento que se mantém se não estiver aliado a um constante esforço da nossa parte. É importante que o jovem em início de carreira busque o sucesso naquilo que faça sentido para ele e ouça apenas um bom conselho: ‘Não leve em conta conselhos de quem te mostra caminhos fáceis. Não há atalhos".

Renata Magliocca é formada em psicologia e pós-graduada em Mediação de Conflitos pela PUC – SP. Autora do livro “Carreira: você está cuidando da sua?” junto com a Sofia Esteves e Danilca Galdini. Professora convidada da FIA-USP e é gerente de inovação da Cia de Talentos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Talentos são disputados pelas empresas. Como tornar-se um?

Waleska Farias
Afinal, quem são as pessoas consideradas talentos? É oportuno ilustrar que talento - vocação ou dom - é por convenção o nome que se dá a habilidades diversas, as quais podem ser inatas ou desenvolvidas. Talento é uma competência que imprime um diferencial pela maestria com que é exercida. É o que faz a pessoa ir além do compromisso assumido para desempenhar no “melhor de si” seus roteiros de ação.

Convencionalmente, talentos são os profissionais disputados pelo mercado de trabalho por ter um diferencial competitivo, cujo valor agregado tem impacto direto na entrega dos resultados, e aos quais são reservados cargos de maior destaque, responsabilidade e salários.

Há uma grande expectativa das empresas quanto ao perfil desse talento e para tornar-se um, não existe uma fórmula mágica, mas a adoção de alguns conceitos pode ajudar e muito. Aproveite as dicas e faça uma avaliação das suas aptidões:

Autoconhecimento - É condição sine qua non que o mesmo conheça a si mesmo, através de seus pontos fortes e fracos, e tenha total controle de suas emoções para não tornar-se refém de suas próprias reações. Investir no autoconhecimento é retorno garantido.
Team-building - Talentos são vistos como referenciais nas organizações, mas um profissional não consegue promover resultados e superar expectativas sem a ajuda de outras pessoas. Portanto, interagir bem em equipe e construir alianças nas células de trabalho são condições determinantes.

Rede de Relacionamentos - No modo individual você pode até ir mais rápido, mas não chegará tão longe. È importante desenvolver uma rede de relacionamento consistente. Estar visível, fortalecer laços e consolidar posições ajuda a ser lembrado.

Habilidades sociais - É oportuno que os talentos sejam mestres no trato das relações interpessoais, devendo sempre lembrar de que as posições se intercalam. Um dia você pode prestar ajuda, enquanto no outro precisará ser ajudado.

Atualização constante - É necessário que haja um investimento contínuo no processo de aprendizagem. O perfil de um talento, na avaliação das empresas, vai além das chancelas acadêmicas e qualificações técnicas. É preciso, também, investir na formação de valores e padrões de condutas.

Valores - O único modo de imprimir longevidade a sua marca pessoal é conquistando a credibilidade das pessoas e que seu posicionamento configure os conceitos de ética e respeito nas suas relações. Na expressão walk the talk, que a sua fala esteja sempre em convergência com suas ações.
Humildade nobre - É necessário que haja muito equilíbrio para que o profissional não se deixe tomar pela arrogância ao pretender ser insubstituível. Lembrando Da Vinci: “A simplicidade é o último grau de sofisticação”.

Empreendedorismo – As empresas esperam que seus talentos tenham perfil empreendedor: saibam tomar decisões, assumir riscos, ter iniciativa, buscar novas possibilidades e mantenham uma conduta exemplar junto aos demais colaboradores.

Imagem virtual – Nas redes sociais, não basta participar, é essencial saber se portar. Tudo o que você comentar, apoiar ou reproduzir nas redes sociais, dada a percepção das pessoas, poderá depor contra ou a favor de si mesmo e da sua empresa.

Planejamento – Organização, disciplina e determinação. Esse é o caminho mais seguro para transformar seus objetivos em conquistas. Alinhe o que você quer a quem você é. Sem coerência entre os objetivos, os mesmos podem tornar-se irrealizáveis.

Convergência de propósitos - É fundamental identificar se o posicionamento da empresa é convergente com seu plano de carreira. Avalie se seus conhecimentos e aptidões atendem às demandas e expectativas da empresa e aprimore-os nesse sentido.

E por fim, Aprenda a registrar conquistas - Aqueles que não conseguem reconhecer seus próprios méritos, também terão dificuldade de reconhecer e recompensar o esforço do outro.