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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conheça a geração 'Y 2.0' de estagiários e trainees que está mudando as relações nas empresas

O Globo, 02/09/2011 - Rio de Janeiro RJ

RIO - Ultraconectados, criativos, inovadores. Mimados, pedantes, insubordinados. Inquietos, irresponsáveis, informais. Não faltam adjetivos para definir, criticar ou exaltar uma nova turma que chega às empresas nos programas de estágio, uma geração que se poderia chamar "Y 2.0" e que impõe desafios a empresas e recrutadores. Afinal, o que caracteriza essa turma?
Uma das principais diferenças entre esses profissionais - nascidos a partir do fim dos anos 1980 - e os seus antecessores é que os mais novos cresceram numa época de abundância. Eles não se lembram de hiperinflação, recessão e altas taxas de desemprego. Pelo contrário. Enquanto os mais velhos precisaram suar para galgar degraus na vida, a garotada sempre teve tudo. Esse grupo também é chamado por consultores de recursos humanos de "nativos digitais": cresceram junto com a tecnologia e têm muita intimidade com ela. Todos esses fatores fazem com que, ao entrar para o mercado de trabalho, sua atitude seja diferente da dos que vieram antes. Numa economia aquecida - e, portanto, com várias opções - eles valorizam a identificação com os valores da empresa ao escolher um emprego, dão como certa a ascensão profissional e fazem várias coisas ao mesmo tempo.
PODER DE ESCOLHA É MAIOR: - Há algumas características comuns que identificam as pessoas desse grupo. Elas são multifuncionais, estão ligadas e conectadas 24 horas por dia, sete dias por semana. Para elas, as fronteiras do mundo se alargaram, o acesso a informações é muito maior. São também muito competitivas, desejam desafios o tempo todo, querem crescimento rápido dentro da empresa - descreve a consultora Jacqueline Resch. Um conjunto de características entranhado no publicitário Carlos Eduardo Correa Nunes, de 22 anos, que se deu o luxo de escolher bastante antes de se decidir por um programa de trainee, após o fim da faculdade. Ele conta que, durante a maratona de inscrições em diversas seleções, foi conhecendo mais sobre o perfil de cada empresa. Atraído pelos homens azuis do Blue Man Group, acabou fisgado pela campanha de reposicionamento de uma marca de telefonia celular e decidiu que queria trabalhar ali.
- Eu vim da área de marketing, e sempre me chamaram a atenção as campanhas da TIM. Além disso, o mercado de telecomunicações é muito competitivo e inovador, sabia que seria desafiado constantemente. A minha geração não quer ficar na zona de conforto, não aguenta estagnação. Era isso que eu queria - diz. Com foco no recrutamento de jovens cujo perfil se encaixa nas características da "geração Y 2.0", a empresa, onde a média de idade dos funcionários é 28 anos, propõe em seu programa de talentos rotatividade entre as várias áreas de atuação, metas desde o início do programa, remuneração por desempenho e até cursos de MBA. Tudo isso em três anos, para formar futuros gerentes e não deixar ninguém entediado. A estudante de Psicologia da PUC-Rio Verônica Mazarin, estagiária de recrutamento, também conta que o perfil da empresa foi fundamental para sua escolha, a partir de indicações de amigos. Para quem faz tudo ao mesmo tempo, rotina estática é o pior dos mundos.
- Algumas pessoas que eu conheci me falaram que o trabalho era dinâmico, e o dia a dia, agitado. E eu sou um robozinho: mando e-mail, falo no telefone e pessoalmente ao mesmo tempo. Mesmo com o foco nessa geração, a gerente sênior de desenvolvimento de RH Fernanda Abreu reconhece que esses Ys superdigitais podem encontrar problemas devido a algumas de suas características. Em sua opinião, jovens de classes mais abastadas - ou que têm a seu dispor mais facilidades ou oportunidades - lidam pior com a frustração. - Algumas vezes, falta um pouco de paciência e o entendimento de que é preciso refletir, terminar um ciclo antes de começar outro. E não fugir diante do primeiro obstáculo que aparecer - defende. Jacqueline Resch destaca o ambiente de trabalho e a liberdade de contato com os superiores como outros fatores decisivos nas escolhas de carreiras dos jovens da geração "Y 2.0". - Eles valorizam muito o trabalho com pessoas com quem têm afinidade, em  ambientes mais informais e divertidos. Gostam de ser valorizados pelas ideias e de ter liberdade para se expor. Querem se desenvolver e respeitam seus líderes se reconhecem neles qualidades - ela explica.
A identificação com os valores da empresa e o bom ambiente foram decisivos para a escolha da engenheira Thábatta Santos, de 25 anos. Formada em Engenharia Mecânica, ela saiu de Minas Gerais para ocupar uma vaga de trainee na Mills Engenharia, no Rio. - Aqui é uma grande empresa, mas o relacionamento é mais pessoal, todo mundo sabe o seu nome. O próprio processo seletivo foi transparente, já deixou claro o que eles queriam - relembra ela. Hayla Binebojm elogia a fácil interlocução que encontrou no emprego. - Há uma facilidade de contato muito grande. Transito do diretor ao analista, e todos deixam você muito à vontade. Ao mesmo tempo em que existe hierarquia, ela não intimida. Sócio da Clave Consultoria, responsável pela escolha de estagiários e trainees para várias empresas, Roberto Costa diz que os processos seletivos têm se modificado a fim de avaliar melhor os "Ys 2.0". O perfil e a trajetória de vida dos jovens passou a ser mais considerado do que conhecimentos prévios. São as próprias empresas que agora preferem terminar de formar seus novos empregados.
- Fizemos uma pesquisa no ano passado, cruzando as expectativas dos gestores e dos jovens. A partir disso, decidimos mudar alguns pontos. Por exemplo, aquela dinâmica ou painel em que o cara fala só dois minutos fica para trás. Antes da fase presencial, já vamos procurar saber mais sobre a trajetória daquela pessoa. Mais importante do que se dar bem em uma prova de conhecimentos gerais, queremos entender qual o momento da carreira da pessoa e o seu direcionamento para o futuro - argumenta Costa. Com base nisso, passaram a ser aplicados formulários que buscam conhecer as realizações pessoais e profissionais dos estudantes. Tudo para evitar que se encontre o profissional com as competências certas, mas com as expectativas erradas.

Fonte: Jornal O Globo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estagiários recebem média de R$ 723 em 2011

Do G1, em São Paulo

Bolsa-auxílio teve aumento de 5,8% em relação a 2010. Estudante de tecnologia em secretariado tem maior remuneração.

Estagiários recebem, em média, R$ 723 no Brasil em 2011, aumento de 5,8% em relação a 2010, de acordo com pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube). O estudante do curso de tecnologia em secretariado é o que recebe a maior remuneração, com bolsa-auxílio de R$ 1.167,31. O estudo foi feito com 22.680 estagiários de diferentes níveis do país entre 10 de julho e 2 de agosto e revela a média de bolsa-auxílio paga por empresas de pequeno, médio e grande porte em 2011. Todos os participantes têm os contratos assinados de acordo com as regras da nova Lei do Estágio (nº 11.788/08). A pesquisa aponta também uma diferença por conta do sexo: estagiários homens recebem, em média, R$ 770,51, um crescimento de 7,7% sobre 2010. Já as mulheres ganham menos, R$ 687,04, e o crescimento sobre o ano passado foi de 4,7%
A média de bolsa-auxílio geral é de R$ 723,00, registrando a ascensão de 5,8% em comparação ao ano passado. Segundo Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube, a melhora da bolsa-auxílio faz parte dao momento econômico do país. “Investir em um jovem, treiná-lo e capacitá-lo se torna um diferencial competitivo para as empresas. Com a maior oferta de vagas é necessário reter os melhores estagiários e, com isso, o estudante ganha com o incremento na remuneração”, diz. “As empresas procuram candidatos com domínio da língua portuguesa.  Isso passou a ser um diferencial competitivo para quem quer garantir um lugar no mercado”, reforça Mencaci. Quando é feita a separação, os estudantes de nível superior recebem média de R$ 816,76, com um aumento de 6,7% de 2010 para 2011. Já para o nível superior tecnólogo, o valor é de R$ 774,75, crescendo 10,3%. O ensino médio passou para R$ 447,61, 16,3% a mais, comparado ao ano passado. No nível médio técnico, a pesquisa registrou aumento de 8,5%, atualmente em R$ 561,79. Depois do curso de tecnologia em secretariado, com a remuneração maior (R$ 1.167,31), vem o de ciências econômicas, com bolsa-auxílio de R$ 1.089,57. Na terceira posição vem engenharia, com R$ 1.053,40 - no ano passado, esse curso ocupava a primeira posição no ranking.
18 mil vagas - O mês de agosto tem um diferencial para quem busca uma colocação no mercado de trabalho, pois é chamado de temporada de estágios. Segundo levantamento do Nube, a expectativa é de 18 mil vagas, um crescimento de quase 15% em relação aos demais meses. Isso acontece por conta do final dos contratos no mês de julho e também pela expectativa de maior crescimento no segundo semestre. Sobre a pesquisa - De acordo com o Nube, foram ouvidos estagiários que passaram por processos seletivos da empresa em todos os estados do Brasil. A pesquisa, porém, não é uma amostra científica. O Nube informou,  ainda, que o valor da bolsa-auxílio é confirmado com a própria remuneração que o estagiário recebe da empresa. Veja abaixo os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil por nível de escolaridade:
Nível Superior: Ciências econômicas: R$ 1.089,57 - Engenharia: R$ 1.053,40 - Secretariado executivo trilíngue: R$ 1.009,53 - Agronomia: R$ 1.007,25 - Comércio exterior: R$ 989,56 - Arquitetura e urbanismo: R$ 964,93 - Química: R$ 964,23 - Ciências atuarias: R$ 956,61 - Estatística: R$ 949,07 - Relações internacionais: R$ 942,75. Nível Superior Tecnólogo: Tecnologia em secretariado: R$ 1.167,31 - Tecnologia em construção civil: R$ 1.000,62 - Tecnologia em mecânica: R$ 972,46 - Tecnologia em comércio exterior: R$ 893,35 - Tecnologia em processos gerenciais: R$ 873,09 - Tecnologia em informática: R$ 841,95 - Tecnologia em sistemas de informação: R$ 813,00 - Tecnologia em gestão da qualidade: R$ 807,55 - Tecnologia em marketing: R$ 786,13 - Tecnologia em design: R$ 742,80. Nível Médio Técnico: Mecânica: R$ 669,26 - Eletroeletrônica: R$ 645,53 - Técnico em segurança do trabalho: R$ 644,65 - Técnico em química: R$ 642,63 - Edificações: R$ 622,84 - Eletrotécnica: R$ 621,71 - Mecatrônica: R$ 597,26 - Eletrônica: R$ 590,92 - Logística: R$ 580,00 - Técnico em marketing: R$ 551,83.

Fonte: G1

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ex-estagiários e trainees relatam jornada e dão dicas para ganhar vaga

Após aprendizado, eles foram contratados em grandes empresas.

Roseane Aguirra* Do G1, em São Paulo

Trabalhar em uma empresa reconhecida no mercado é o desejo de muitos universitários e recém-formados. Atualmente, pelo menos 53 companhias oferecem vagas em programas de trainees e estágios, mas nem todos os que passam por eles garantem a contratação. "Existem três pilares que eu costumo falar que são superimportantes: performance, imagem e exposição", afirma Thiago Couto, ex-estagiário e contratado em janeiro na Procter & Gamble.

Ele é um dos cinco jovens profissionais que conseguiram transformar o período de aprendizado em emprego. Em vídeo, eles dão dicas e relatam o dia a dia em grandes empresas: P&G Vale, Mercedes-Benz, Boticário e Itautec.


Sofia Esteves, consultora em carreiras da Companhia de Talentos e DM Recursos Humanos, explica que a seleção para um trainee é mais exigente que a de um estagiário. “Todo trainee já é um funcionário registrado, ele é contratado para se desenvolver na empresa. É visto como um profissional para a empresa investir, por isso quase 100% das empresas exige um potencial de desenvolvimento maior do candidato, como inglês fluente."

No caso do estágio, o período é visto como primeiro aprendizado profissional, com normas estabelecidas pela lei nº 11.788/08. “O estagiário fica no máximo dois anos, ele não é CLT, não pode ficar na empresa mais de 6 horas por dia e, no final do contrato, se a empresa não tiver vaga, ele não consegue ser contratado, mesmo que tenha ido bem”, explica a consultora. "As empresas esperam que um jovem estagiário em início de carreira, tenha consciência de que tem um potencial, mas que precisa lapidá-lo. Ele não é um super-homem que está pronto para tudo. É a experiência que o tornará cada vez mais capaz de assumir novas responsabilidades."

Sofia fiz que as principais dicas para um estagiário aproveitar bem o período e causar uma boa impressão são ter garra e iniciativa, saber se relacionar com as pessoas e, sobretudo, ser responsável pelo seu próprio desenvolvimento. "Isso significa que tem que assumir as responsabilidades por seu crescimento, e não apenas delegar isso para a empresa", completa.

Fonte: G1

terça-feira, 5 de julho de 2011

Estágio: comportamento é tudo.

A VERALANA RECURSOS HUMANOS, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO, empresa sediada na cidade de São Paulo, com filial em Belo Horizonte, desenvolveu o workshop “Fazer Diferente”, exclusivo para as pessoas da geração Y em início de carreira: estagiários, trainees ou mesmo aqueles que começaram a trabalhar em empresas por outro caminho.

Para divulgar o workshop e seu objetivo entre o público para o qual ele é voltado, a VERALANA optou por usar as redes sociais. Claro, afinal é aí que se encontra a geração Y. Saindo um pouco dos meios tradicionais usados pelas empresas de RH, a necessidade do workshop é mostrada em um vídeo bem-humorado, em que um “Estagiário” é entrevistado em um programa de televisão e mostra de maneira divertida, e com certos exageros, algumas atitudes que às vezes são comuns entre esse público. Atitudes que poderiam ser contornadas com uma preparação, uma espécie de treinamento comportamental. Afinal, quem de nós não passou por algumas saias justas no início de carreira, não é mesmo? E, com certeza, teria sido muito mais fácil se tivéssemos tido uma espécie de “mentoring” para nos mostrar como nos portar em diversas situações.



Fonte: Veralana Recursos Humanos

Comportamento no ambiente de trabalho

Manter o espírito de coleguismo e agir com ética e transparência são modelos de comportamento que toda corporação espera de seus funcionários. Mas, partindo do princípio que cada pessoa é um ser único e individual e que, portanto, reage de forma única e individual em situações semelhantes, no ambiente de trabalho convivem pessoas com perfis diversos e diferentes déficits de comportamento a serem trabalhados.
Destacamos, portanto, algumas regras básicas de comportamento no ambiente de trabalho, as quais certamente lhes serão úteis ou para serem aplicadas no seu dia a dia ou mesmo para confirmar que você está andando no caminho certo:

Cumprimente as pessoas: cumprimente as pessoas num tom agradável e atencioso. Bom dia, boa tarde e boa noite, devem fazer parte do vocabulário de educação de qualquer pessoa no relacionamento diário com os colegas de trabalho, desde o auxiliar de limpeza até o presidente da corporação.

Seja pontual e assíduo: atrasos, por menores que sejam, sempre contarão pontos contra a imagem de qualquer pessoa, assim como faltas constantes. Procure cumprir o horário estabelecido e faltar somente quando for inevitável, por questões sérias e urgentes. Pode não parecer, mas o funcionário pontual e assíduo, naturalmente, transmite credibilidade.

Diga sempre a verdade: mesmo as chamadas “mentiras brancas” podem trazer problemas a sua vida profissional. Por exemplo, caso precise faltar por motivos pessoais, diga sempre a verdade a seu chefe e não invente doenças ou lutos, pois uma mentira quando descoberta pode complicar muito a sua vida.

Seja cooperativo: se alguém lhe pedir um pequeno favor, e você puder atender, faça. A boa convivência no dia a dia do trabalho depende muito da reciprocidade entre as pessoas. Se você ajudar com boa vontade, seus colegas tenderão a retribuir quando você precisar.

Seja discreto: a priori, todos os assuntos do ambiente corporativo são confidenciais. Mas existes alguns assuntos que devem ser guardados a sete chaves. Portanto, tenha discrição, ética. Não faça comentários sobre assuntos restritos ao ambiente corporativo, pois isso pode prejudicar a empresa, além de influenciar negativamente em sua imagem.

E-mails: não use o e-mail da empresa para assuntos pessoais, principalmente quando se tratarem de emails de sacanagem, piadas e pornografia. Em maio desse ano, a General Motors do Brasil demitiu 11 funcionários por justa causa, devido a troca de emails envolvendo conteúdo pornográfico.

Elogios públicos, críticas privadas: caso precise criticar ou repreender alguém, faça-o isoladamente. Nada de expor o colega ou subordinado. Chame a pessoa num lugar privado, e converse objetivamente sobre a falha cometida. Quando elogiar, faça exatamente o contrário: aproveite os momentos onde há reunião de um grande grupo de pessoas e jogue o confete.

Problemas Pessoais: evite falar de problemas pessoais. Não os leve para o seu local de trabalho, pois você só poderá efetivamente resolvê-los quando estiver fora do trabalho. Além disso, não é justo sacrificar os colegas com lamentações e queixas.

Vista-se de forma adequada: a regra básica é sempre lembrar que você está se vestindo para ir trabalhar, e não para encontrar amigos ou visitar parentes. Deixe as ousadias e exageros para os finais de semana na casa de praia e para as festas.

Cuidado com intimidades e brincadeiras exageradas: muitas vezes as pessoas tentam ser simplesmente educadas e agradáveis. Mas isso não quer dizer que elas não estejam incomodadas com intimidades ou brincadeiras em excesso que estejam acontecendo de forma contínua. O importante é saber dosar, pois a descontração no trabalho, em muitos momentos, também se faz necessária.

Não reclame e não fale mal das pessoas: reclamar da empresa, do chefe, do colega, do café, dos banheiros, etc, são assuntos que devem ser discutidos de forma educada e cordial em reuniões, e não para virar assunto de corredor. Os problemas devem ser abordados de forma adequada e no momento adequado, para que não se transformem em fofocas que não levam a nada.

Fonte: PortoWeb

Seção: O que fazer...

ESTUDO PARA CONCURSO; DIGO ISSO NA ENTREVISTA?
Estou fazendo um curso preparatório para concursos públicos e, ao mesmo tempo, participando de entrevistas de empregos em empresas privadas. Devo mencionar nas entrevistas que estou me preparando também para concursos públicos, ou isso pode ser visto como desinteresse na vaga pelo entrevistador?
Você deve sempre ser transparente durante seus processos de seleção, isso lhe dará mais credibilidade. Se você for escolhido por alguma empresa privada, deixe claro que você participará de concursos públicos e que poderá deixar a empresa, pois, se isso ocorrer, todos estarão cientes. Caso contrário, você poderá fechar definitivamente suas portas nesta empresa ou ainda em outras, pois os profissionais envolvidos na contratação podem mudar de empresa.
Sou formado em engenharia, mas aprendi muitas coisas em áreas diversas no curso preparatório para concursos, como contabilidade e direito. O entrevistador poderia considerar esses conhecimentos como pontos a favor na entrevista?
Sobre a formação, todas as experiências extras podem ser consideradas durante uma entrevista. Evidentemente, se você tivesse experiência prática nessa área, isso contaria muito mais, porém o simples fato que você ter um conhecimento teórico do assunto pode ajudá-lo.
por Roberto Britto, gerente da divisão de engenharia da consultoria Robert Half
Fonte: seu próximo emprego

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Currículo: a diferença entre o que faço e o que quero

Peça fundamental da apresentação de um candidato a uma empresa tem grandes desafios embutidos por trás de duas simples folhas de papel A4: chamar a atenção do entrevistador, destacar o currículo dos demais, deixar claros os objetivos do candidato, mostrar seu histórico e capacidade de realização, e aguçar o entrevistador para que chame aquele profissional para uma entrevista. Ou seja, precisamos divulgar e vender nossa força de trabalho.

Um ponto que nos chamou a atenção é um item que  pode passar despercebido quando elaboramos um currículo, mas que faz a diferença quando um entrevistador examina uma pilha de currículos: o “Objetivo” do candidato.

Muitos candidatos têm utilizado o título de “Área de atuação”, descrevendo sucintamente as áreas em que atuou, mesmo que às vezes conflitantes ou afins. Exemplo: marketing, comercial, eventos.

As empresas buscam especialistas, com mais ou menos experiência, mas especialistas no que fazem. A experiência de quem contrata mostra que pessoas com áreas de atuação distintas tendem a trocar de área de atuação quando não estão bem certas do que buscam.

Até ai natural, muitas pessoas não têm certeza do que querem durante um bom tempo na vida. Porém o entrevistador não precisa saber disto. O termo a ser usado deve ser “Objetivo", descrevendo a área e a função pretendida, que de preferência deve ser a mesma para a qual a empresa recruta. Exemplo: Coordenador de Marketing, ou Assistente de Eventos ou Gerente de Marketing.

Esta diferença entre o que já fizemos (área de atuação) e o que pretendemos (objetivo) ajuda a nos destacarmos para o recrutador em uma primeira triagem, joga nosso currículo para uma etapa seguinte e aumenta nossas chances de sermos chamados para uma entrevista

Fonte: Seu Próximo Emprego