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quinta-feira, 23 de março de 2017

O modelo de currículo ideal para quem tem pouca experiência

Claudia Gasparini

Muito bem, você é jovem e está diante de uma página em branco que precisa se transformar em um currículo.
© image/jpeg Currículo

A dúvida virá mais cedo ou mais tarde: o que incluir na seção “experiências profissionais” se você não tem (quase) nenhuma? E como evitar a tentação de preencher espaço com detalhes desnecessários sobre o único estágio que você fez na vida?

Esse tipo de preocupação é natural e extremamente comum entre profissionais em início de carreira, afirma Luís Abdalla, diretor da empresa Seja Trainee.

Após escutar experiências e analisar currículos de pessoas entre 18 e 28 anos, ele percebeu um padrão comum de comportamento. “A maioria não reconhece suas vivências iniciais como úteis para o mercado de trabalho”, explica. “Com isso, acabam omitindo conteúdos interessantes dos próprios CVs”.

Abdalla diz que o jovem precisa abrir a cabeça na hora de montar seu “cartão de visitas” para o recrutador. “Qualquer experiência bem vivida pode trazer desenvolvimento e evolução e, se esse for o caso, pode aparecer no currículo”, diz ele.

Ao contrário do que muita gente pensa, mencionar um “bico” como vendedor em uma loja durante a semana do Natal, por exemplo, é válido sim. Desde que você tenha aprendido algo com uma experiência, ela é bem-vinda no documento. 

Para Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios, há diversas formas de exibir o seu potencial em um currículo apesar da falta de experiências profissionais. Uma delas é falar sobre trabalhos voluntários, por exemplo.

“Quem trabalha com voluntariado muitas vezes aprende a ser um ‘faz-tudo’, porque precisa se envolver em múltiplas frentes de trabalho”, afirma. “As empresas hoje valorizam essa versatilidade e desejam pessoas capazes de se dedicar a uma causa em que realmente acreditam”.

Outra forma de chamar a atenção do mercado apesar da sua inexperiência é apostar na sua própria educação. Ao investir em aulas, palestras, oficinas e quaisquer outras formas de qualificação, você passa o recado de que não fica parado e está interessado em progredir na profissão que escolheu.

Esse tipo de “recheio” será muito bem-vindo em seções do currículo como “Cursos complementares” e “Idiomas e informática”.

Também vale falar sobre projetos acadêmicos feitos na faculdade. Mesmo que você não tenha feito iniciação científica, diz Mavichian, é interessante mencionar trabalhos que exigiram grandes doses de dedicação e competências como liderança e resiliência.

Para não deixar nada de interessante de fora do seu currículo, a dica principal é fazer uma reflexão profunda sobre quais foram as vivências mais marcantes da sua vida até agora. Pouco importa se aconteceram na faculdade, numa ONG, no seu bairro ou mesmo na sua vida pessoal. “Pense em três ou quatro projetos que guiam a sua vida, e procure contar no seu currículo o que você fez até agora para alcançá-los”, orienta Abdalla.
Confira a seguir um modelo de currículo perfeito para quem tem pouca experiência, elaborado com base nas contribuições de Abdalla e Mavichian.

Basta clicar no link abaixo e fazer o download do arquivo:


Fonte e matéria completa: Exame.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Bem-formada, nova geração chega mal-educada às empresas, diz filósofo

Ingrid Fagundez

Da BBC Brasil em São Paulo

Cortella lança o livro "Por que fazemos o que fazemos?" sobre a busca de propósito no trabalho

Segunda-feira, seis da manhã. O despertador toca e você não quer sair da cama. Está cansado? Ou não vê sentido no que faz?

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mestre estagiário



Bárbara Libório

Chance de opinar até no jeito de se vestir dos chefes anima jovens, mas pode desestabilizar hierarquia. 

Grandes empresas estão apostando em uma nova estratégia para estimular a troca de conhecimento entre gerações e atrair e reter talentos mais jovens: a mentoria reversa-profissionais menos experientes se tornam mentores de outros mais seniores. 
Foto: Reprodução Folha de  São Paulo

"A prática começou a ser impulsionada em 1999 quando Jack Welch, então presidente da General Eletric, pediu que executivos de alto escalão da empresa procurassem mentores mais novos para ensiná-los a usar a internet", diz a coach Eva Hirsch. 

A especialista afirma que o movimento no Brasil ainda é modesto, mas que há espaço para crescimento. 

A empresa de comunicação Burson-Marsteller iniciou neste ano um programa de mentoria reversa: profissionais mais jovens, da área de comunicação digital, têm ajudado gerentes de outros setores.  

"Com o crescimento da prática digital, houve a necessidade de consultar pessoas que tinham mais habilidade na área. E são os profissionais mais jovens, que já nasceram na era on-line", explica Patrícia Ávila, 49, vice-presidente de operações da empresa.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

10 dilemas que assombram estagiários e como lidar com eles


Camila Pati

A estreia de um universitário no mundo corporativo é sempre cercada de dilemas. Como dar conta de trabalhar e estudar, o que abrir mão e o que priorizar são apenas algumas das questões que rondam a vida de um estagiário.


Escolha de cursos e de mentores e outras dúvidas mais prosaicas como, por exemplo, qual a melhor hora de fazer uma pergunta ao chefe também engrossam a longa lista cotidiana de pontos de interrogação.

Pensando nisso, a consultoria People On Time decidiu simular situações que aparecem na vida de (quase) todo estagiário em ambiente virtual.

O jogo A Hora do Estágio, gratuito e disponível no site da People On Time promove reflexão e mostra o impacto das escolhas feitas pelo jovem profissional.

Veja alguns dos dilemas simulados pelo jogo e os conselhos de Elvira Berni, sócia -diretora da consultoria, e uma das responsáveis pela iniciativa:

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Para quem não leu...


Jovens perdem oportunidades de emprego por conta do perfil nas redes sociais

A marca Vasp, no Facebook dos internautas brasileiros, não representa exclusivamente a companhia aérea que fez parte da história da aviação no país. Nas terras tupiniquins do reino digital o acrônimo ganhou outra conotação: Vagabundos anônimos sustentados pelos pais. O que chama a atenção é que a brincadeira não é um fato isolado. Ao menos 2,1 milhões de usuários da rede social de Zuckerberg curtiram a fanpage da "nova Vasp" e a maioria ainda a registrou como empresa onde trabalha na página pessoal do Facebook.
A conotação jocosa tem um público-alvo bem definido: Pessoas desempregadas. E elas parecem não se preocupar com a possibilidade de um recrutador investigando suas timelines. Mas a prática tem se tornado cada vez mais comum e é alvo de inúmeras pesquisas. Uma das mais recentes foi publicada em maio pela On Device Research e revela que um a cada dez candidatos entre 16 a 34 anos perde uma oportunidade de trabalho por conta do seu perfil nas redes sociais.

Veja alguns dados da pesquisa elaborada pela On Device Research:

No Brasil, 4% dos entrevistados na faixa etária de 16 a 24 anos acreditam que perderam uma oportunidade de emprego por conta de algo que publicaram nas redes sociais. Na faixa etária de 25 a 34 anos o percentual sobe para 5%. Os maiores índices são da China: Respectivamente, 16% e 14%.

49% dos brasileiros entrevistados disseram que não estão preocupados com a possibilidade do mau uso das mídias sociais prejudicarem a vida profissional.

Foi feita a seguinte pergunta: "A possibilidade das redes sociais provocar um impacto na carreira o impediria de usá-las?". No Brasil, 77% dos entrevistados responderam que não.

15% dos brasileiros ouvidos pelo estudo admitiram que modificassem algo no seu perfil nas redes sociais para torná-lo mais atrativo a futuros empregadores.


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Matéria completa na versão impressa do Diário de Pernambuco, no caderno de Informática, na página B8, de 11/09/2013.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jovens esperam chegar ao topo da carreira entre 25 e 30 anos

Rachel Sciré

A maior parte dos jovens (47,17%) espera chegar ao topo da carreira quando estiver com idade entre 25 e 30 anos. Foi o que revelou uma pesquisa realizada entre 16 e 27 de abril, com 10621 participantes, no site do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube).

Já 29,14%, gostariam de alcançar o êxito profissional até o período de 30 a 40 anos. Na sequência, 16,60% pretendem cumprir os objetivos antes de completar os 25. Por fim, 7% dos participantes da pesquisa acredita que a maturidade é fator primordial para obter uma posição de liderança e pretendem ter sucesso profissional quando estiverem acima de 40 anos.

 “Pressa e busca por resultados instantâneos fazem parte da rotina do jovem”, afirmou a analista treinamento do Nube, Rafaela Vieira. Essa característica é notada por gestores, tanto em processos seletivos, como no dia a dia das empresas. “Além disso, muitas vezes o estagiário deixa de aprender mais, por tentar a sorte em novos ares, antes de dar tempo para o seu crescimento”, disse.

Dicas para crescer – Para seguir uma trajetória de sucesso e acumular conquistas profissionais, é preciso estar atento a algumas atitudes. Em primeiro lugar, estar em sintonia com o clima organizacional da empresa em que atua e aprender sempre o máximo possível. Todos os desafios contribuirão para desenvolver o talento dos jovens.

Também é importante adaptar-se às diferentes funções nas quais for solicitado. Se a empresa te indicou para realizar uma tarefa, é porque acredita no seu potencial. De acordo com a especialista do Nube, ter “mente aberto” e disposição para agregar valor encurtará o caminho até o topo da carreira.    

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Programa Jovens Profissionais X Trainee. Sabe a diferença?

Rachel Sciré

Você já deve ter ouvido falar dos programas de Jovens Profissionais, mas se enganou se achava que eles eram uma variação dos programas de trainee. Conforme explica Juliana Nascimento, gerente da DM Especialistas, os programas para Jovens Profissionais (JP) têm foco em treinamentos comportamentais dentro de um contexto técnico, em curto e médio prazo. “São buscados jovens com formação específica e experiência mínima de um ou dois anos na área. A formação recente pode nem ser considerada como um critério na seleção”, diz.
Já os programas de trainee, em geral, exigem formação há, no máximo, dois anos, aceitam jovens de cursos variados e a experiência na área não é requisito. Aqui, o foco são os treinamentos comportamentais, que acontecem por um período mais longo, para desenvolver um profissional generalista.

Líderes instantâneos – Os programas de Trainee e de Jovens Profissionais abastecem diferentes níveis dentro da organização. “Enquanto um trainee é formado para ser um futuro sucessor da organização, um JP pode ser desenvolvido para atender expectativas de uma área específica”, conta Juliana.

Por isso também a duração dos programas de JP é menor – cerca de seis meses. Depois dos treinamentos, a empresa conta com jovens profissionais capacitados em uma área específica, que já possuem experiência anterior, e que irão assumir cargos de liderança (coordenador, gerente ou executivo), por exemplo. Assim, os salários oferecidos depois do programa também costumam ser altos, podendo chegar a R$8 mil, em alguns casos.

Durante o programa de JP, o salário pode ser similar ao pago aos trainees, mas os valores dependem muito da empresa contratante. “Mesmo quando consideramos os trainees, temos variações que vão de R$3 mil a R$6 mil”, exemplifica. Além disso, ele variará em função do nível de profissional que o programa pretende formar: analista pleno, analista sênior, coordenador, gerente.

Já os trainees ficam entre um e três anos na empresa e, normalmente, conquistam um cargo sênior. A perspectiva de assumir cargos de liderança é em longo prazo. “Há muito tempo os programas de trainees deixaram de formar gerentes logo após o seu término. Isso ocorre devido ao aumento da complexidade das organizações e da imaturidade dos jovens”, explica Juliana.

Em ambos os casos, os processos seletivos podem ser semelhantes, com etapas online e presenciais. O que muda de fato é o perfil dos profissionais buscados, que nos JPs é menos abrangente do que nos programas de trainee e incluem requisitos técnicos. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Jovens não sabem lidar com assédio moral no trabalho

Rachel Sciré

Abuso de poder, ameaças, falta de respeito. Quem já passou por situações assim na empresa sabe o quanto é difícil encará-las. Imagine então se isso acontece logo no início da carreira? Em uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, entre 2009 e 2010, a psicóloga Samantha Lemos Turte avaliou situações de assédio moral vividas por jovens trabalhadores e chegou à conclusão de que eles não só estão expostos a situações de violência psicológica no trabalho, como não sabem lidar com elas. “Esses acontecimentos costumam ser naturalizados e banalizados no ambiente de trabalho, como se fossem parte da realidade profissional”, explica.

A violência psicológica no trabalho abrange manifestações como assédio moral, intimidações, ameaças, assédio sexual. Os abusos podem incluir a prática de injustiças, comportamentos hostis, preconceituosos ou obscenos. No caso dos 40 jovens com idade entre 15 e 20 anos que participaram da pesquisa, foram relatadas atitudes constrangedoras, humilhações, abuso de poder e exploração.

Na entrevista a seguir, a autora fala mais sobre o tema e comenta o estudo, disponível na íntegra no banco de teses da USP. Confira!

Como identificar o assédio moral no trabalho?
A violência psicológica e o assédio moral no trabalho costumam ser caracterizados por atos injustos ou ilícitos, com uso intencional de poder (incluindo ameaça de força física) contra outra pessoa ou grupo. Por exemplo, situações de agressão verbal com o intuito de humilhar ou comportamento ofensivo que desqualifica ou desmoraliza o trabalhador, além de assédio sexual. Estes abusos no local de trabalho envolvem, portanto, comportamentos hostis, tanto verbais quanto não-verbais.

Quais os comportamentos mais difíceis de identificar?Os não-físicos,ou seja, psicológicos e emocionais, que, de acordo com os autores que são referência no estudo da violência psicológica, são mais frequentes, mais socialmente aceitáveis e geralmente sutis, mais difíceis de documentar, tendo um impacto cumulativo.

Quais as principais situações de violência entre os jovens profissionais?Foram relatadas inúmeras situações de humilhação, abusos de poder, constrangimentos e, inclusive, assédio sexual pelos jovens participantes do estudo. Elas foram vividas ou presenciadas e partiam tanto de colegas de trabalho quanto de superiores hierárquicos.

Os trabalhadores jovens sabiam reconhecer a violência psicológica no cotidiano das empresas?Dificilmente eles consideravam as situações abusivas vivenciadas e presenciadas como violência psicológica ou assédio moral porque eram termos novos ou desconhecidos para eles, mas quando perguntados diretamente sobre a ocorrência de alguma situação em que se sentiram humilhados, desrespeitados, constrangidos, surgiam os relatos.

Esses abusos estão relacionados a pouca experiência dos adolescentes com as práticas do universo corporativo? Eles são cometidos, da mesma maneira, com profissionais mais velhos?Não acredito que estas situações ocorram apenas com trabalhadores que estão iniciando a vida profissional. A violência psicológica dissemina-se por todos os tipos de relações profissionais, por ser ainda um fenômeno tão pouco conhecido. Muitas vezes, com profissionais mais velhos, ela assume formas de expressão sistemáticas e intencionais, caracterizando o assédio moral. Tanto a violência psicológica quanto o assédio moral são extremamente nocivos à saúde dos trabalhadores.

Por que acontecem com tanta frequência?
Devido à naturalização e banalização das situações, que passam a ser encaradas como parte integrante da vida profissional.  Ao questionar as ocorrências abusivas, muitas vezes os jovens ouviam respostas como “trabalhar é assim mesmo” ou “tem que aguentar, porque todo mundo aguenta”.

E o que eles faziam a respeito, quando se sentiam violentados ou abusados?Fingir que nada estava acontecendo e não contar para ninguém foi a resposta mais frequente dos jovens. Alguns afirmaram que procurariam resolver a situação conversando ou levando o caso para a chefia. Outros disseram que não saberiam o que fazer, caso tivessem que lidar com um processo de assédio moral. O foco maior dos jovens ficou na postura que a pessoa deveria manter para afastar a possibilidade de assédio, especialmente “não dar liberdade” para que falassem da vida pessoal e respeitar a si mesmo e aos outros.

Quais as consequências para um profissional que passa por essas situações logo no início da carreira? As primeiras consequências notadas entre os profissionais que passam por tais situações são a desmotivação com o trabalho, efeitos negativos sobre a autoestima e segurança. Com a recorrência de situações de violência psicológica ou a caracterização do assédio moral no trabalho, estudos científicos nacionais e internacionais sobre o tema revelaram que muitos dos trabalhadores que vivenciaram esta forma de violência desenvolveram sintomas de síndrome de estresse pós-traumático, insônia, melancolia, apatia, dificuldade de concentração, fadiga crônica, dores dispersas, sociofobia, depressão, compulsões, sentimentos de impotência, raiva, ansiedade e desespero.

Qual a recomendação para os jovens que precisam lidar com essa situação?Embora nem sempre só falar o que está acontecendo resolva a situação, essa atitude fortalece o profissional para lidar com a violência psicológica, porque ele passa a sentir que tem apoio, sente-se mais confiante e não sofre tanto. Dessa maneira, ele tem força para ser mais criativo e encontrar saídas alternativas para o problema. Portanto, procurar ajuda de amigos, familiares, colegas de trabalho, chefes, ou profissionais como psicólogos pode ser uma forma de começar a resolver o problema. O que não se pode é ficar sofrendo sozinho!

Fonte: ClickCarreira