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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Saiba como dizer “não” no trabalho sem parecer pouco engajado

Por Cibele Reschke

Com equipes enxutas, a dificuldade em negar demandas no trabalho pode causar sobrecarga e estresse. Mas há maneiras de fazer isso sem parecer preguiçoso
Com a crise, o mercado fica ainda mais competitivo e sedento por resultados. Uma das consequências é o acúmulo de funções — e a dificuldade em negar um pedido dos chefes piora o quadro, gerando sobrecarga e estresse. O medo de dizer “não” é um fenômeno mundial.

Gesto negativo (Imilian/Thinkstock)

Fora do Brasil, a psicóloga social americana Harriet Braiker, Ph.D. pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (Ucla), explorou o assunto no livro The Disease to Please (“A doença de tentar agradar”, numa tradução livre, sem edição no Brasil), que se tornou um best-seller segundo o jornal The New York Times. Para Harriet, as vítimas desse mal não são apenas pessoas que querem agradar e fazer os outros felizes.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Como brilhar na entrevista estando desempregado há algum tempo?

Entrevistas de emprego são tensas em qualquer contexto, mas a ansiedade para ser aceito é bem maior se você está desempregado . A pressão aumenta ainda mais se já faz algum tempo que nenhuma oportunidade aparece.
© image/jpeg Entrevista de emprego

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Torne sua busca por emprego mais eficaz

Conselhos para quem está tentando se recolocar no mercado

Por Letícia Krauskopf*

Quem está à procura de uma recolocação sabe que a disputa no mercado de trabalho está acirrada. Por mais ativo e determinado que o profissional seja, pode chegar a um momento da busca em que bate aquele desânimo. Afinal, foram vários currículos enviados e quase nenhuma reposta.

É possível fazer com que a busca por uma nova vaga seja mais efetiva | Crédito: Pixabay

Meu papel como headhunter, além de encontrar o profissional certo para a empresa, também é o de orientar o candidato para que ele consiga, o mais rápido possível, atingir seus objetivos profissionais. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos para que a busca por uma recolocação seja mais produtiva.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

9 comportamentos para se destacar em uma entrevista de emprego

Alinhar suas habilidades comportamentais às expectativas do recrutador, do gestor e da companhia é fundamental para o sucesso da entrevista e da carreira

Camila Devechi*

Alinhar expectativas com a empresa desde a hora da contratação
é fundamental para o sucesso profissional |
Crédito: Pixabay

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Seu sucesso depende de você acompanhar o mercado

Sílvio Celestino

Quando o profissional ignora o que acontece no mercado, acaba por ser surpreendido. A solução está em olhar para três mercados que ditam o futuro de nossa carreira.


Para não ser surpreendido o profissional deve olhar para três mercados
fundamentais, e que ditam o futuro de nossa carreira | Crédito: Pixabay

Um parlamentar se queixava de que Michel Temer, ao assumir como presidente em exercício, estava dando uma atenção exagerada aos mercados. Ainda bem! Não apenas o governo, mas também você, para ser bem-sucedido em sua carreira, precisa dar toda a atenção possível a ele.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Como e onde procurar emprego? Veja dicas



Foto: Mundo Vestibular/Reprodução
Procurar emprego pode ser uma tarefa frustrante, principalmente se você “sair atirando para todos os lados”, sem muito planejamento. Com um pouco de organização e estratégia, no entanto, você aumenta suas chances de encontrar o emprego dos sonhos, economiza tempo e ainda tem mais controle sobre os caminhos da sua carreira.

Confira, a seguir, cinco dicas para procurar emprego de forma mais eficiente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Quanto mais idiomas você souber, mais chances de ganhar bem.



Talita Barbosa

Dominar apenas o inglês não basta. Mercado procura quem saiba três, quatro línguas. Promoções e aumentos ficam mais fáceis. 

Flavius estuda ciência política com foco em relações internacionais. 

Já fala inglês e espanhol e estuda mandarim e francês

Fernando da Hora/JC Imagem

 

Dominar a língua inglesa não é mais considerado um diferencial no mercado, mas sim um requisito. O que antes era algo valorizado, hoje tornou-se obrigatório nas grandes empresas. Diante disso, profissionais que, além de serem fluentes no idioma, dominam outra língua, ganham um peso extra no currículo, o que aumenta em até 90% as chances de contratações, promoções e empregos em outros países.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Empresas procuram profissionais com habilidades diferentes das gerações anteriores.



Mariana Niederauer - Correio Braziliense

O mundo mudou, mas as escolas continuam as mesmas. Os trabalhadores que elas ajudam a formar, portanto, saem despreparados para atender as exigências do mercado. Os movimentos repetitivos característicos do modelo fordista de produção deram lugar a ocupações que necessitam de funcionários capazes de ir além das tarefas cotidianas e tragam inovação para as empresas. Entre as competências buscadas, estão as capacidades de trabalhar em equipe e de lidar com a tecnologia, e até mesmo habilidades básicas de leitura, escrita e raciocínio lógico (veja o quadro).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Cuidado com o que você fala no trabalho


Augusto Freitas

Frases que você solta por estar chateado, cansado ou com problemas pessoais podem ser as tais "pérolas" que colocarão a perder sua trajetória profissional.
                                                                                                                                           
Preste atenção nestas frases: “Ele pensa que eu vou fazer tudo o que ele quer”, “Ela acha que eu não penso”, “Esse não é meu trabalho” e “Odeio essa empresa”. Comuns, não? Tão corriqueiras ao ponto de, ao ler este texto, fazer você realizar um exame de consciência sobre suas reações no local onde talvez passe mais tempo na vida, até mesmo mais do que em casa: o trabalho. Parou para pensar?

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mestre estagiário



Bárbara Libório

Chance de opinar até no jeito de se vestir dos chefes anima jovens, mas pode desestabilizar hierarquia. 

Grandes empresas estão apostando em uma nova estratégia para estimular a troca de conhecimento entre gerações e atrair e reter talentos mais jovens: a mentoria reversa-profissionais menos experientes se tornam mentores de outros mais seniores. 
Foto: Reprodução Folha de  São Paulo

"A prática começou a ser impulsionada em 1999 quando Jack Welch, então presidente da General Eletric, pediu que executivos de alto escalão da empresa procurassem mentores mais novos para ensiná-los a usar a internet", diz a coach Eva Hirsch. 

A especialista afirma que o movimento no Brasil ainda é modesto, mas que há espaço para crescimento. 

A empresa de comunicação Burson-Marsteller iniciou neste ano um programa de mentoria reversa: profissionais mais jovens, da área de comunicação digital, têm ajudado gerentes de outros setores.  

"Com o crescimento da prática digital, houve a necessidade de consultar pessoas que tinham mais habilidade na área. E são os profissionais mais jovens, que já nasceram na era on-line", explica Patrícia Ávila, 49, vice-presidente de operações da empresa.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Vantagens de estar desempregado (ou não) durante a seleção



Camila Pati

Toda vantagem competitiva é bem-vinda em um processo seletivo e pode fazer a diferença na conquista da oportunidade profissional.
Foto: Reprodução
E não só os perfis comportamental e técnico entram no hall dos aspectos avaliados pelos recrutadores e também pelas empresas.
O momento atual do candidato, se ele está trabalhando ou está disponível no mercado, também é levado em conta neste processo. E, dependendo da necessidade da empresa, pode até definir o resultado final da seleção de candidatos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

A empresa quer saber quanto você quer ganhar



Dimensionar valor pode ser difícil. É importante identificar quanto vale o trabalho

Thomaz Vieira, da Folha de Pernambuco 

O que fazer quando a empresa pede sua pretensão salarial? Como dimensionar corretamente o valor? Afinal, quanto vale o trabalho? Definir essa média não é tarefa fácil, mas que deve ser feita com responsabilidade e bastante pé no chão. A pretensão reflete seu preço como profissional.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

3 motivos de frustração no estágio (e como virar o jogo)


Camila Pati

A falta de autonomia é o principal desmotivador durante o período de estágio, indica Page Talent. É possível conquistar mais liberdade, confira como:

Você pode até mirar o topo da hierarquia em uma organização, mas se estiver em início de carreira, concluindo a graduação, vai começar mesmo é como estagiário. Fase de descobertas e (muito) aprendizado, o estágio tem muitas vantagens.

A principal talvez seja garantir a experiência necessária para dar o próximo passo na carreira. No entanto, há que se pensar também que, dependendo da formatação do programa, é possível que você se frustre em muitos momentos do expediente. 

Pesquisa realizada pela Page Talent com 500 jovens de 18 a 24 anos revela quais são as principais pedras no caminho dos estagiários, de acordo com eles mesmos. Confira o que os desmotiva e veja as dicas para reverter o quadro e se dar bem:

1. Falta de autonomia

A falta de liberdade na hora de executar tarefas é o principal desmotivador para os entrevistados. De acordo com a pesquisa, 35% citaram a pouca ou nenhuma autonomia como principal motivo de frustração. “Os jovens têm o sonho de começar no ambiente corporativo já ocupando posições estratégicas, com liberdade de executar o próprio trabalho”, diz Manoela Costa, gerente da Page Talent no Brasil.

Dica: Quer ter autonomia? Busque empresas que exijam mais responsabilidade de seus estagiários e que deixem isto bem claro durante o processo de seleção, indica Manoela. “É importante entender onde quer estagiar”, diz ela. 

Disseram que teria autonomia e na hora de começar a trabalhar percebeu que não era bem isso? Proatividade e saber reconhecer o que merece maior ou menor atenção são formas de indicar ao seu chefe que você está pronto para começar a tocar algumas atividades sem supervisão.

Isso vale também em empresas que naturalmente não dão autonomia aos jovens em início de carreira. “O estagiário deve mostrar responsabilidade e resultados e, ao longo do tempo, os chefes vão percebendo isso”, diz Manoela.

2. Trabalhar em uma área que não tem interesse

Ser alocado em uma área pela qual não tem interesse em trabalhar é outro desmotivador, de acordo com 34% dos entrevistados pela Page Talent. De acordo com Manoela, isto vale também para as atividades desempenhadas. “Geralmente o estagiário já sabe antes de começar a trabalhar em qual área ele vai trabalhar, às vezes é tipo de atividade desempenhada que desmotiva o jovem”, explica.

Dica: “O jovem deve aprender a lidar com a expectativa e entender que os seu chefe também precisa executar tarefas de que não gosta”, diz Manoela. Caso o problema esteja mesmo na área ou departamento, mostre porque as razões que o levam a constatar isso. Reúna argumentos que comprovem aos chefes que poderá contribuir mais se for transferido.

Mantenha-se atualizado sobre o mercado específico que mais o interessa, busque informações. Assim, as chances de conseguir o que quer aumentam, de acordo com a gerente da Page Talent.

3. Dar uma ideia, mas outras pessoas a desenvolverem a mando do chefe

A alegria de ter uma ideia aceita pelo chefe acaba no momento em que outra equipe é designada para executá-la. Este é o principal agente da frustração de 31% dos participantes da pesquisa.

Dica: Ao trazer uma ideia inovadora e executável você já está contribuindo para a empresa. “O jovem deve ter noção de é um trabalho em equipe”, lembra Manoela. Tente a aproximar-se da execução do seu projeto trazendo detalhes sobre como, quando, com que ferramentas e recursos você conseguiria colocá-lo em prática.

Mas não se esqueça de que nem sempre, ao longo da sua carreira, você vai ser designado para executar um projeto apenas porque a ideia foi sua.

Fonte: Exame.com



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

7 frases proibidas na entrevista de emprego

Talita Abrantes

De erros de português até frases que mostram prepotência, confira quais as sentenças que devem ser limadas da entrevista.

Na entrevista, ser autêntico é tudo. Mas, cuidado, para não cair em alguns erros que só a espontaneidade pode trazer.

Na hora da entrevista de emprego, as perguntas feitas pelo recrutador até podem ser clássicas, mas as respostas dadas pelo candidato não. Fugir do senso comum e ser autêntico, de fato, é a chave para conseguir se destacar nesta etapa do processo de seleção.

Na meta de mostrar quem se é de verdade, há quem perca o bom senso e descambe para assuntos, frases e posturas inadmissíveis quando o que está em jogo é sua carreira.  Confira quais sãos as frases (e consequentemente, respostas e atitudes) proibidas durante a entrevista de emprego:

“A nível de .... Vou estar enviando ....”

É comum que, em momentos de extremo nervosismo, alguns escorregões no português aconteçam. Mas isso, jamais, deve ser a regra. Segundo especialistas, todo candidato precisa ter atenção redobrada na hora de conjugar verbos ou, simplesmente, pronunciar algumas palavras.

Com isso, fique atento para não rechear seu discurso com gerundismos, concordâncias verbais ilógicas e vícios de linguagem. “Tudo isso torna a comunicação do candidato muito feia”, afirma Othamar Gama Filho, sócio da Recruiters.

“Meu ex-chefe era muito controlador ...”

... (ou mal amado ou chato ou incompetente) ou qualquer outro adjetivo negativo para quem dominava a batuta na sua antiga empresa. Falar mal do chefe ou da antiga empresa é, de longe, um dos piores erros em uma entrevista de emprego.

No mínimo, pode demonstrar que você não soube fazer boas escolhas de carreira e, no pior dos cenários, mostrar que você não sabe assumir suas próprias responsabilidades, segundo Gama Filho.

“Sempre foque em como desempenhou sua função e nas coisas que agregaram à sua carreira”, afirma Fabiane Cardoso, coordenadora Nacional de Qualidade da Adecco Brasil.

A dica é: se o descontentamento com o chefe e emprego anterior estiver latente, mantenha se calado. “Se você não tem nada de bom para falar, melhor não falar nada”, diz Gama Filho.

“Em cinco anos, quero estar no seu cargo”

Uma pitada de ambição sempre conta pontos a favor do candidato. Mas um tom de agressividade, de interesse para além da conta e até de vocação para “puxar tapetes alheios” assustam. E muito. “Cinco anos é um prazo muito pequeno. No mínimo, pode mostrar que você não tem paciência”, afirma Gama Filho.

 “Aqui é uma boa empresa para começar minha carreira”

Atenção extra para não demonstrar que você enxerga aquela oportunidade como um mero trampolim profissional. “Você não sabe o futuro. Talvez você comece a crescer na empresa”, diz Gama Filho.
“Você não pode pensar que a empresa vai apenas de dar um bom nome no currículo para abrir portas em outra companhia”. Não pode pensar, muito menos argumentar isso na entrevista.

“O faturamento da minha atual empresa é de 50 trilhões de dólares por mês”

Quando questionado sobre valores de mercado e estatísticas, cuidado para não inventar. Mentir sempre pega mal em uma entrevista de emprego. Chutar alto ou baixo demais pode mostrar falta de noção do contexto de mercado que sua carreira está inserido. Dica? Na dúvida, admita que não tem ideia dos números exato.

“Eu preferia outra vaga, mas como me chamaram para esta, decidi tentar, né?”

Demonstrar interesse é essencial. Desdenhar da oportunidade, no entanto, é erro para recrutador nenhum botar defeito. Por isso, é fundamental mostrar foco na hora da entrevista.

Se você quer muito outra área, não tem porque ir a uma entrevista de um setor que não quer. “O que você não pode é participar de uma entrevista em determinada área e falar que quer mudar depois”, diz Fabiane.

“Vocês emendam feriados?”

A nova geração de entrevistas de emprego abre espaço para que o candidato também faça perguntas e entenda mais da oportunidade em questão. Agora, cuidado para não bancar o inquisidor e colocar o recrutador contra a parede.

“Não é o momento para discutir políticas internas. Questões ligadas à legislação e negociação salarial deve ficar para um segundo momento”, afirma Fabiane.
Fonte: Exame.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

7 carreiras quentes no mercado brasileiro

Fernanda Bottoni

Confira quais são os profissionais que têm futuro mais promissor e como se tornar um deles.
Quer saber quais são as sete carreiras do futuro no mercado brasileiro? Confira a seguir o resultado do estudo elaborado pela Michael Page, consultoria de recrutamento especializado, e o perfil que ela desenhou para cada caso.

Gerente de treinamento do Varejo
O que faz: treina os funcionários de cada ponto de venda da empresa. Antes, o costume era que a empresa adotasse um treinamento-padrão para todos os funcionários que lidam com o público. Hoje, considera-se mais produtivo contar com profissionais que elaboram programas específicos conforme as características dos consumidores locais.
Formação: administração de empresas, recursos humanos e psicologia.
Quem contrata: empresas do setor de varejo
Salário médio: 8000 a 12000 reais.
Gerente de Identidade Visual
O que faz: em redes varejistas, é o profissional responsável por adaptar cada ponto de venda ao perfil do público que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a freguesia e que ações promocionais devem ser realizadas. Deve, enfim, cunhar uma identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela.
Formação: publicidade e propaganda, marketing e administração, com experiência em varejo.
Quem contrata: empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo.
Salário médio: 8000 a 12000 reais.
Gerente de comunidade
O que faz: atua diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e fóruns online. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook se transformem em virais negativos na internet.
Formação: marketing e publicidade e propaganda.
Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.
Salário médio: 7000 a 10000 reais.
Gestor de reestruturação
O que faz: nos bancos, gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação financeira da empresa nos eixos.
Formação: gestão e administração de empresas, economia e engenharia, com pós-graduação em finanças e experiência comprovada em áreas de risco de crédito.
Quem contrata: instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado.
Salário médio: 14000 a 24000 reais.
Gerente de projetos
O que faz: joga no meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes não se entendem — tecniquês e juridiquês, por exemplo, são dois idiomas distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica.
Formação: engenharia e informática.
Quem contrata: médias e grandes empresas de todos os segmentos.
Salário médio: 12000 a 20000 reais.
Gerente de relações governamentais
O que faz: é o interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras, como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles oferecidos por essas novas profissões.
Formação: comunicação, direito, administração de empresas, relações internacionais ou ciências sociais, de acordo com a área de atuação da companhia.
Quem contrata: empresas de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores.
Salário médio: 12000 a 45000 reais.
Gerente de marketing online
O que faz: elabora a estratégia de marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a rede social que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais desse ramo já contam com experiência de até dez anos no currículo. No Brasil, o marketing on-line só agora começa a se expandir — daí a carência de profissionais experientes nessa área.
Formação: publicidade, propaganda e marketing.
Quem contrata: agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais.
Salário médio: 8000 a 15000 reais.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quando ser mãe é um diferencial no mercado de trabalho

Paula R. F. Dabus
Será que existem no mercado empresas que valorizam o fato da profissional ser uma mãe? Veja aqui nossas descobertas.
Já foi o tempo em que as empresas evitavam contratar funcionárias que eram mães, tinham filhos pequenos ou estavam em uma idade que logo pensariam em ter filhos. Durante muito tempo essas mulheres foram vistas como um péssimo negócio, já que ficariam afastadas durante a licença maternidade, faltariam no trabalho quando o filho pequeno adoecesse ou teriam que sair cedo para as reuniões na escolinha.
Hoje a realidade é outra. Embora algumas empresas ainda adotem essa política de não contratar mulheres que são ou desejam ser mães, a maioria dos empresários tem uma visão bem diferente dessa questão. 
Sobre esse assunto, o Guia do Bebê conversou com algumas empresas fabricantes de produtos para mamães e bebê e descobriu que nesse ramo ser mãe não é um problema. Pelo contrário, a funcionária que faz parte desse universo, que vivencia a maternidade, pode contribuir e muito para o desenvolvimento da marca.
AS EMPRESAS PARTICIPANTES
Nossa breve pesquisa foi realizada com cinco empresas que trabalham no segmento voltado para o universo mamãe-bebê, ou seja, gestantes e crianças de até um ano de idade. São elas: Baby.com.br, Klin, Kuka, Lillo, Pimpolho e Quater.
O QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA
O Guia do Bebê perguntou aos entrevistados qual a porcentagem de mães quem compõem o quadro de funcionários dessas empresas. A maioria afirmou que entre 33 a 40% dos funcionários se encaixam nesse perfil. Já na Quater, 84 % das mulheres que trabalham na empresa são mães de família.
Segundo Fabiana Zancan, gestora de pessoas da Klin, dos 2.542 colaboradores que trabalham atualmente na fábrica, 1.002 são mães, ou seja, 39,4% dos funcionários. “Vale ressaltar que 69,3% do nosso quadro são mulheres, e muitas ainda terão a graça de serem grandes mamães”.
Na equipe do Baby.com.br, mais de 1/3 das funcionárias são mães. “Essa presença marcante acontece desde o início e é estimulada pela empresa. A 2ª pessoa a entrar na equipe é mãe”, diz In Hsieh, co-fundador do site.
QUANDO A FUNCIONÁRIA ENGRAVIDA
Além de não ter nenhuma restrição para a contratação de mulheres, essas empresas, assim como tantas outras atualmente, oferecem diversos benefícios e incentivos para as mulheres que desejam se tornar mães.
A gerente de marketing da Kuka, Rose Morilla, garante que a empresa não vê nenhum problema quando a funcionária engravida. “Pelo contrário, é uma alegria”, diz ela. A grande preocupação da empresa é oferecer uma escolinha perto da sede da empresa, onde as mães possam deixar seus filhos quando terminar a licença. “A Kuka oferece um grande benefício para as funcionárias que são mães: creche para os filhos até os 6 anos de idade, e não apenas até os 2 anos, como a lei prevê”, conta Rose.
In Hsieh - Baby.com.br
Foto: Divulgação
No site Baby.com.br, o grande diferencial é a postura da empresa diante de uma gravidez. “Não temos nenhum problema em contratar mulheres que planejam ficar grávidas, pelo contrário, criamos um ambiente altamente favorável e ficamos muito felizes quando isso acontece”, afirma In Hsieh, co-fundador do site. “Um exemplo é a nossa Diretora de Operações, Aline Salles. Ela trabalhava em uma empresa que é exemplo de ambiente profissional para mulheres, mesmo assim, decidiu por vir para a Baby quando conheceu nossa postura em relação à gravidez”.
Na Pimpolho, empresa que há 50 anos produz calçados de bebê, além do apoio dos diretores e de toda a equipe, a funcionária que engravida também ganha um kit de sapatinhos. “Fazemos questão de estar presentes na vida desses bebês desde o início. E as mães que nos ajudam a produzir esses sapatinhos sempre sonham em um dia calçar seus filhos com eles. É um momento muito especial!”, afirma Rose Padovani, gerente de Recursos Humanos da empresa. Ela também conta que no Dia das Mães, quando essas crianças visitam a fábrica e fazem uma homenagem, é outro momento muito emocionante. “Ver essas mulheres não apenas como funcionárias mas como grandes mães nos ajuda a crescer a cada dia”.
O VALOR DA FUNCIONÁRIA-MÃE
Como uma empresa do segmento mamãe-bebê, a Quater busca no mercado profissionais que sejam mães preferencialmente. “Principalmente na área comercial da empresa este quesito conta positivamente. Uma mãe vivencia as reais necessidades, ou futilidades, nos produtos e consegue repassar isto aos clientes de maneira mais clara, sendo mais verdadeiro o processo da venda”, afirma Priscila Fleishman, gerente de marketing da Quater.
Rosana Fiorelli - Lillo
Foto: Divulgação
O Departamento de Marketing da Lillo é conduzido por uma mulher e mãe, a Rosana Fiorelli. Como uma empresa do segmento infantil, a Lillo acredita que este seja um diferencial para a marca, pois há uma sinergia maior entre o trabalho e as reais necessidades dos consumidores. “Para esta função em especial, o olhar de uma mãe, a troca de experiências e dicas rotineiras colaboram na execução dos trabalhos a serem desenvolvidos para o portfólio de produtos e direcionamento da marca”, diz Rosana. “Dizemos que nossos consumidores são formados pelo novo perfil de mãe, ou seja, executiva, mulher, esposa, responsável pelo dia a dia dos filhos, e ter alguém com este perfil na gestão dos trabalhos de MKT facilita a interpretação das necessidades de nossos consumidores”.
A Pimpolho sempre usou a experiência e sensibilidade das funcionárias-mães a favor da marca. “Fazemos das nossas mães multiplicadoras da mensagem que a Pimpolho quer transmitir, e também adquirimos com elas suas opiniões e experiências como mães para melhorar ainda mais nossos produtos”, afirma Rose Padovani, gerente de Recursos Humanos da Pimpolho. Ela afirma que ser mãe nesse mercado de trabalho é algo muito positivo. “Esperamos poder continuar contando com o apoio das centenas de mães quem fazem parte da nossa equipe para mantermos a qualidade de nossos produtos”.

Rose Padovani - Pimpolho
Foto: Divulgação
PARTICIPAÇÃO NA EMPRESA
Já que as funcionárias-mães estão tão envolvidas no universo do bebê, porque não utilizar esse conhecimento delas para aprimorar os produtos e sugerir melhorias na empresa?
Fabiana Zancan - Klin
Foto: Divulgação
É o que faz a Klin. “Realizamos pesquisa de produtos com nossas mamães colaboradoras para entender e mergulhar ainda mais neste universo recheado de carinho, proteção e diversão das crianças. Nada é mais consistente que ouvi-las para aumentar a assertividade e colher bons frutos desta parceria”, diz Fabiana Zancan, gestora de pessoas da Klin
A empresa também tem um projeto chamado “Bate Papinho”, destinado aos filhos de colaboradores, onde contam a história da marca e mostram, através de um vídeo lúdico, o processo de fabricação do calçado, desde a idealização pelas estilistas até a chegada aos pezinhos das crianças.
Embora a Kuka não tenha nenhum projeto especial focado na participação de funcionarias que são mães, de uma maneira informal, as funcionárias também participam da criação de novos produtos com ideias. “Sempre acabamos envolvendo os funcionários de uma forma geral, em uma pesquisa de cores, por exemplo”, afirma Rose Morilla, gerente de marketing da Kuka.
Na Quater essas mães ocupam diversos setores dentro da organização, assumem cargos de alta liderança e até processos manuais dentro do parque fabril, e estão diretamente envolvidas no planejamento estratégico da empresa, bem como, tendo total abertura na sugestão de novos produtos e análise dos futuros lançamentos. O incentivo é realizado pela própria liderança e atrelado diretamente por um Programa de Prevenção de Riscos.
A VISÃO DAS FUNCIONÁRIAS

Helen Cristina Alves Ramos - Klin
Foto: Divulgação
Helen Cristina Alves Ramos, 31 anos, é analista de vendas da Klin, trabalha há 10 anos na empresa, é mãe da Amanda de 5 anos e está grávida de outra menina. Ela está muito feliz de poder trabalhar e conciliar seu papel de esposa, mãe e profissional. “Tenho todo o apoio da empresa e recursos necessários para ter esse equilíbrio. Amo cuidar da minha filha em sua rotina, mas me sinto também realizada em ser uma profissional atualizada”, diz Helena.
Ela conta que antes de entrar na Klin trabalhava em um escritório de contabilidade e não conseguia interagir com a empresa, apenas executava seu trabalho. Hoje, ela contribuir com a marca de uma maneira muito mais especial. “Se trata de uma empresa que trabalha além do resultado, com a mente e a alma, isso é um grande diferencial que nos torna parte de toda construção. Temos também um acompanhamento mensal de profissionais da área da saúde onde somos orientadas e atualizadas dos cuidados com nossos pequeninos”. 
Outra funcionária satisfeita em trabalhar em uma empresa que respeita a maternidade é a Aline Salles, diretora de operações da Baby.com.br, que está grávida de gêmeos. “Trabalho desde meus 16 anos e tenho muito prazer nisso. Gosto de me sentir produtiva, de formar um time, de construir processos e atingir objetivos. Hoje planejo após minha licença maternidade voltar a trabalhar e manter uma rotina equilibrada com as duas coisas, e acredito que a Baby é uma empresa que vai continuar me propiciando esse equilíbrio”.

Aline Salles - Baby.com.br
Foto: Divulgação
Aline trabalhava em uma grande empresa, que tem uma politica muito bacana com a maternidade, quando recebeu o convite para trabalhar na Baby, que estava começando suas atividades. “Ao conversarmos, deixei claro meu objetivo em engravidar e eles me apoiaram, dizendo que isso não era um impedimento para nossa negociação e que, pelo contrário, ter uma mãe na liderança das áreas de prestação de serviços seria um diferencial. Então, senti que o benefício de alinhar desafios profissionais que muito me estimulam com a tranquilidade e o apoio dos fundadores do site pela minha gravidez seria uma combinação perfeita”.