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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Saiba como dizer “não” no trabalho sem parecer pouco engajado

Por Cibele Reschke

Com equipes enxutas, a dificuldade em negar demandas no trabalho pode causar sobrecarga e estresse. Mas há maneiras de fazer isso sem parecer preguiçoso
Com a crise, o mercado fica ainda mais competitivo e sedento por resultados. Uma das consequências é o acúmulo de funções — e a dificuldade em negar um pedido dos chefes piora o quadro, gerando sobrecarga e estresse. O medo de dizer “não” é um fenômeno mundial.

Gesto negativo (Imilian/Thinkstock)

Fora do Brasil, a psicóloga social americana Harriet Braiker, Ph.D. pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (Ucla), explorou o assunto no livro The Disease to Please (“A doença de tentar agradar”, numa tradução livre, sem edição no Brasil), que se tornou um best-seller segundo o jornal The New York Times. Para Harriet, as vítimas desse mal não são apenas pessoas que querem agradar e fazer os outros felizes.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entrevista – Kit entrevista, você faz o seu?

Por Débora Miceli

Olá, Pessoal,

Antes de ir a uma entrevista é sempre válido fazer um kit entrevista, abaixo alguns dos itens essenciais:

Currículo atualizado: preferivelmente em versão eletrônica no pendrive (currículo impresso está um pouco em desuso e deixá-lo no e-mail também não é boa ideia).

Mapa de localização: GPS é bom, mas vai que… sugiro olhar os sites localizadores de endereço e verificar a rota, tanto em termos de caminhos alternativos, como tempo do percurso.

Dados de contato da empresa e do RH: ter anotado (de novo – off-line – preferivelmente impresso ou na agenda) os dados de contato do RH e da empresa. Da empresa, pois se você se perder, dá uma ligadinha discreta e pede uma ajuda para a telefonista. Do RH, se você for se atrasar, ligar para avisar.

Kit testes: caneta, lápis, borracha e calculadora. Se você for usar os itens citados, provavelmente o RH disponibilize, mas vai que querem testar sua “precaução”.

Kit networking: cartão de visita, caneta e agenda. A caneta já estava contida no “kit teste” e você poderá usá-la junto com a agenda para anotar os contatos das pessoas que conhecer. Já no seu caso, como está lendo o blog… rs… já leu o post que tratamos sobre o cartão de visita, não é?! Lembra-se que sua marca pode ser “impressa” em um cartão, que não é caro – ótimo custo benefício para uma apresentação elegante!

Kit surpreenda: você escolhe onde quer trabalhar… vamos falar mais sobre isso no futuro, mas saiba agora que você pode escolher e pesquisar a empresa que quer que seja seu novo empregador. Quanto mais cedo você se der contar disso, mais oportunidades criará para estar perto da empresa. Com isso, se você ainda estiver estudando (técnico, graduação, pós e etc) tente fazer o trabalho acadêmico sobre ela e leve-o. Aqui vale uma ressalva: deixe o material guardadinho – sem ansiedade – na hora oportuna tire-o da cartola (essa hora é eventualmente quando estiver o RH e você sozinhos).

Kit energia: nem sempre a quantidade de etapas são ditas antes de você ir ao processo e nem sempre se tiver uma série de etapas em um mesmo dia, irão oferecer um lanche. Por isso leve uma barrinha de cereal ou algo leve na bolsa (sem cheiro) para caso precise se estender no processo e sinta fome.

Para finalizar, onde levar o kit?!

Senhores e senhoras, senhoritos e senhoritas – nada de ir sem bolsa a um processo. Para as mulheres é normal andar de bolsa. Já para os homens é bastante elegante uma bolsa social masculina (não precisa ser de couro) – com isso, seu kit fica protegido e você incrementa a vestimenta com um acessório bem normal do ambiente corporativo. Obs.: em breve, falarei sobre trajes.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Aprenda a se defender do bullying corporativo

Julia Viana
Humilhar, abater e desmotivar – ações que normalmente não associamos ao mercado de trabalho acontecem todos os dias nas empresas. Os nomes são muitos - assédio moral, mobbing ou bullying – mas a degradação causada é a mesma.
Os motivos que levam a essas situações são vários. Inacreditavelmente, ainda há empresas que acreditam que podem se beneficiar do assédio de um gestor, por exemplo, e acabam sendo permissivas com casos em que o chefe pressiona a equipe exageradamente para aumentar a produtividade. “No longo prazo, no entanto, o assédio nunca traz benefícios”, explica Aghata Alves, gerente de treinamento, desenvolvimento e qualidade de vida da Aon Consultoria. “Com o tempo, a produtividade de quem sofre o bullying cai. A pessoa pode até adoecer.”
Quem pode ajudar  - Definir bullying ou assédio moral não é fácil. Como explica Agatha, o limite de uma brincadeira ou uma chamada de atenção é muito individual. “A humilhação está no limite do outro. Cada um tem um conjunto de crenças e valores, então é uma questão delicada”, explica.
Segundo Andréia Garbin, chefe da divisão de saúde do trabalhador e meio ambiente da prefeitura de São Bernardo do Campo, quem sofre não deve conversar diretamente com quem pratica o bullying. A orientação é para que a pessoa procure setores na empresa que possam ajudar, como o RH ou áreas médicas. “O RH é onde a vida do funcionário é organizada e funciona como um setor de mediação, com acesso a todos os setores”, explica. Segundo ela, lá existe condição de programar ações para minimizar conflitos. “Em alguns casos, a pessoa fica tão frágil que chega a adoecer. Aí é bom que se dirija a um médico.”
Andreia lembra um caso em que um funcionário estava se sentindo ameaçado pelo gestor: “Houve um momento em que ele cansou e foi falar com o diretor da empresa”, conta. “O diretor, por sua vez, veio pedir ajuda ao RH”. Juntos analisaram o episódio para solucionar o problema.
Ela ressalta ainda que, mesmo quando as pessoas tentam solucionar o problema do assédio e não ficam passivas, existe uma barreira para lidar com o assunto: “Muitas empresas não dão atenção às queixas. Como o tema está em alta, muitas vezes ele acaba sendo banalizado”.
Ajuda externa - Quando há dificuldade de falar sobre a violência dentro da empresa, pode ser o caso de buscar ajuda externa. “As queixas também são acolhidas nos sindicatos, no Ministério do Trabalho, no Ministério Público (na área da saúde)”, informa Andréia.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Técnica de seleção avalia candidatos virtualmente

Patrícia Basílio

Sandra Hartog, criadora do sistema E-valuation.

Já imaginou participar de uma seleção de trabalho pela internet? Essa possibilidade, antes remota, pode se tornar realidade em breve no Brasil e substituir as antigas dinâmicas em grupo consideradas chatas por grande parte dos profissionais.
Como uma tentativa, a consultoria de recursos humanos Staut RH trouxe ao país este ano o sistema E-valuation, que promete avaliar o perfil dos candidatos por meio de cases interativos oferecidos pela internet ou pelo telefone. A ideia foi desenvolvida no exterior há dez anos pela norte-americana Sandra Hartog. Curioso?

Veja trechos da entrevista com a consultora de recursos humanos abaixo:
Como funciona o E-valuation?
Ele é composto por casos de negócios, em que os profissionais participam interativamente de situações rotineiras do ambiente de trabalho como se estivessem em cargos de liderança. No sistema, os candidatos mandam e-mail, trabalham em projetos de negócios, participam de reuniões, entre outras atividades. Enquanto isso, psicólogos observam todas as reações do participante e levantam seus pontos fortes e fracos.
Quais são as vantagens da ferramenta?
Ela possibilita que você encontre o talento com maior potencial para uma empresa. Ao identificar os pontos altos e baixos dos profissionais, o sistema também pode ser utilizado para "coaching" e para reduzir a rotatividade das empresas. Há um cliente nosso que implantou o sistema por alguns anos e reduziu o "turnover" em 65%.
Como você desenvolveu esse sistema?
A ideia surgiu a partir da demanda de um cliente há dez anos. A empresa precisava de um sistema para 100 funcionários, mas depois ampliou a demanda para 1.000 trabalhadores. Tive que encontrar uma maneira de tornar o sistema mais acessível para todas essas pessoas. A ideia de um sistema virtual ganhou espaço por ser flexível e fácil de controlar.
Qual o enredo personificado no programa?
Representamos o dia a dia de trabalho. Desde coisas positivas que ocorrem rotineiramente, até desafios que os profissionais devem superar. Há uma lista de habilidades que precisamos avaliar nos candidatos, e elas são evidenciadas diante dessas situações. É como se observássemos a reação dos profissionais durante um mês de trabalho, só que em um curto período de tempo.
Quais são as habilidades avaliadas pelos psicólogos?
Depende do que o cliente pede. Geralmente é a facilidade para trabalhar sob pressão e em equipe, senso de prioridade, performance em liderança, capacidade de dar feedback.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mentira tem pernas curtas...

Não se engane, informação falsa no currículo pode ser descoberta facilmente.

Quem nunca exagerou um “pouquinho” na hora de preparar o próprio currículo que atire a primeira pedra, mas cuidado, candidato com informação falsa é eliminado da seleção imediatamente.

Aumentar o nível de conhecimento de um idioma, colocar uma formação acadêmica incompleta como concluída, aumentar o tempo de permanência em uma empresa ou cargo, trocar o motivo da saída do emprego anterior, mudar a pretensão salarial ou o último salário para tentar adequá-lo ao que acha que o futuro empregador poderá pagar, além de forjar a idade, o estado civil e até o endereço para parecer morar mais perto da empresa e aumentar as chances, podem parecer mentiras inofensivas, mas é motivo suficiente para eliminá-lo de uma seleção, e ainda, queimá-lo no mercado. Os especialistas advertem que os profissionais de recursos humanos estão cada vez mais preparados para detectá-las.

A maioria dos “exageros” pode ser descoberta pelos selecionadores durante a entrevista. Os recrutadores utilizam estratégias para desmascarar falsos dados e garantem que, quando pegos, os mentirosos são eliminados imediatamente, já que não transmitem confiança.
Existem modalidades de entrevista em que o candidato é questionado sobre seu comportamento em situações reais ou hipotéticas, e a partir daí o recrutador traça um perfil do candidato, levando em conta suas características pessoais e os detalhes das suas experiências profissionais anteriores, que foram colocadas no currículo. Nesse momento, o candidato que não passou por determinadas situações de fato, provavelmente vai falar de forma genérica, sem dar detalhes, ou inventar demais.
Alguns recrutadores optam por fazer alguma ação real durante a entrevista, como pedir para mudar de sala ou lugar, com o intuito de testar a reação do candidato e ver se ele age como diz ser. Por exemplo, um candidato que afirma ser flexível não faria ressalvas por causa da mudança; já um mais resistente, poderia questionar o motivo.

Mesmo quando os candidatos conseguem passar pela entrevista sem arranhões, as empresas podem checar dados por outros meios. O tempo na empresa, cargo e salário, por exemplo, podem ser confirmados na própria carteira de trabalho ou até mesmo por meio de um telefonema ao antigo empregador, assim como dúvidas sobre o real motivo da saída do emprego anterior.

É possível, ainda, verificar nas instituições de ensino se determinados candidatos de fato concluíram os cursos mencionados ou se permanecem vinculados a eles. Além disso, documentos pessoais podem desmentir questões como idade, estado civil e endereço.

São muitos os legados para os homens de bem, e um dos mais importantes é que a confiança é à base de qualquer relação. Imaginemos isso como regra para vida profissional.


Fonte: G1