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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Seção: O que fazer...

O candidato usa aparelho auditivo e se comunica bem, tem muita experiência como profissional e a deficiência não atrapalha em nada seu desempenho. Só que, na maioria das vezes, ele tem o currículo selecionado e, quando vai fazer a entrevista, é barrado. O que fazer para que o currículo ajude a evitar esse constrangimento? Como fazer o currículo de um portador de deficiência auditiva?

O currículo precisa ser objetivo, ou seja, deve conter as informações mais importantes sobre o candidato. É fundamental colocar qual é a deficiência. Ressalte as suas competências e o seu potencial tanto no currículo quanto na entrevista. Seja claro e enfatize que essa diferença não vai atrapalhar em nada no seu desempenho.

Também não há a necessidade de colocar toda a trajetória profissional. Caso a pessoa já esteja no mercado há muito tempo, recomenda-se que as três últimas empresas sejam citadas, a não ser que a vaga a qual está se candidatando exija alguma experiência que você possui e está em uma vivência profissional mais antiga.

Em relação à escolaridade, aponte as mais recentes. Por exemplo, se você está cursando o superior, não há necessidade de colocar formação em ensino médio, porque já fica implícito no currículo.

Fernanda Melo, supervisora de recrutamento e seleção da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais).


Fonte: UOL


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

13 de outubro - dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional

Fonte: Clip-art
Conheça melhor estes profissionais da área de Saúde.

O FISIOTERAPEUTA

O profissional da Fisioterapia tem como objeto de estudo o movimento humano. É ele quem avalia, previne e trata os distúrbios da cinesia humana, sejam decorrentes de alterações de órgãos e sistemas ou com repercussões psíquicas e orgânicas.
As ações do fisioterapeuta são fundamentadas em mecanismos terapêuticos próprios adquiridos pelo estudo das ciências biológicas, morfológicas, fisiológicas, da bioquímica, de biofísica, da biomecânica, da cinesiologia, da sinergia funcional, das patologias de órgãos e sistemas, bem como das disciplinas comportamentais e sociais. Sua formação acadêmica superior o capacita para atuar em todos os níveis de atenção à saúde e nas áreas educacionais administrativas e de pesquisas cientificas.
No processo fisioterapêutico, esse profissional está habilitado a realizar o diagnóstico dos distúrbios cinético-funcionais, prognóstico, prescrição, intervenção e alta, desenvolvendo competências e habilidades inerentes ao seu perfil profissional com responsabilidade, ética e autonomia.

Áreas de atuação do Fisioterapeuta: Fisioterapia Clínica: Hospitais e clínicas; Ambulatórios; Consultórios e Centros de Reabilitação; Saúde Coletiva: Programas institucionais; Ações Básicas de Saúde; Fisioterapia do Trabalho e Vigilância Sanitária; Educação: Docência (níveis secundário e superior); Extensão; Pesquisa; Supervisão (técnica e administrativa); Direção e coordenação de cursos; Outras: Indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico e Esporte.

O TERAPEUTA OCUPACIONAL  

A Terapia Ocupacional é caracterizada pelo tratamento através de atividades. Estas sendo aplicadas de maneira direta ou indireta, física ou mental, ativa ou passiva, preventiva, corretiva ou adaptativa. As mesmas são relacionadas às necessidades terapêuticas, pessoais, sociais e culturais do cliente, refletindo os fatores ambientais que influenciam sua vida.
Terapeutas Ocupacionais trabalham com déficits físicos, mentais (transtornos psíquicos e cognitivos) e sociais; ou seja, com tudo que dificulte ou ameace a funcionalidade do homem (criança, adulto ou idoso), para que este não seja excluído da sociedade, ou seja, a Terapia Ocupacional é o tratamento das condições físicas, mentais e sociais, através de atividades específicas para ajudar as pessoas a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência.
As áreas de desenvolvimento desta profissão são vastas, pois a incapacidade funcional pode e é causada por vários fatores (congênitos, stress, traumas físicos, psíquicos e neurológicos, dentre outros). Daí a importância do Terapeuta Ocupacional em creches, escolas regulares e especiais, hospitais psiquiátricos, hospitais clínicos e cirúrgicos, fábricas, empresas, centros de dependentes químicos, centros de recuperação social, centros de recuperação nutricional, asilos, albergues, consultórios, etc.
Resumindo: O profissional de Terapia Ocupacional busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras e mentais, reabilitar através das atividades, promover o indivíduo na esfera biopsicossocial, ou seja, recuperar o homem em sua totalidade. Portanto, deve ser aplicada onde houver limitação funcional, seja de caráter físico, mental ou social.

Áreas de atuação do Terapeuta Ocupacional: Ambulatórios; Brinquedotecas; CAPS; Centros de Convivência; Centro Comunitário; Centros de Reabilitação; Centros de Saúde; Clínicas Especializadas; Consultórios Particulares; Domicílio do Paciente; Escolas e Creches; Estabelecimento de Ensino Superior; Hospitais Gerais e Especializados; Hospitais-Dia; Indústrias e Empresas; Instituições Geriátricas; Instituições Penais; NASF; PSF e Secretarias de Saúde.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O mercado de trabalho para profissionais com mais de 40 anos

Viviane Macedo

Agressividade, disputa, concorrência. Essas são algumas das palavras que nos fazem lembrar e descrevem com precisão o mercado de trabalho. Com o atual cenário, manter-se atualizado é de extrema importância e pode ser um diferencial na decisão final do recrutador: quem será o escolhido para preencher a vaga.

Mas, para alguns profissionais, as dificuldades são ainda maiores. Além de se preocuparem com o que já é comum, precisam ainda enfrentar mais um problema no caminho: a resistência à contratação pela idade.

Apesar da incoerência, o mercado de trabalho se mostra, na maioria dos casos, muito fechado para profissionais seniores, que, na verdade, têm muita experiência e vivência de mercado - o que deveria fazê-los mais disputados. "Muitas empresas acabam substituindo profissionais mais velhos, de cargos relativamente altos, por jovens profissionais, que ela mesma capacita para assumir a posição", afirma Glaucia Santos, consultora de Recursos Humanos da Catho Online.

O OPOSTO

Mas o contrário também acontece. Muitas empresas, quando precisam contratar funcionários para cargos que exigem mais experiência e vivência anterior na posição, vão em busca de profissionais veteranos, que consigam desenvolver as funções com mais agilidade e precisão - o que não ocorreria com tanta fluência se um jovem com pouca vivência assumisse o trabalho.

"O mercado pede pessoas qualificadas para cargos estratégicos e, muitas vezes, não encontra jovens totalmente preparados para exercer essas funções. Isso faz com que as empresas passem a procurar profissionais mais velhos, mais experientes", afirma Carlos Andreu Ortiz, vice-presidente do Sindicado dos Aposentados de São Paulo.

Segundo Glaucia, se o profissional com mais de 40 anos tem um cargo considerado baixo para sua idade, como de assistente ou analista, por exemplo, ele encontrará mais dificuldades para se posicionar no mercado, pois estará em busca de uma vaga já destinada para um profissional mais jovem. Agora, se esse profissional tem um cargo de coordenação ou de gerência, terá muito mais chances de conseguir uma boa oportunidade no mercado.

FLEXIBILIDADE É ESSENCIAL

O que prejudica muito o profissional mais velho é a falta de flexibilidade. Grande parte deles tem certa resistência em aceitar as propostas dadas pelo mercado. Com muitos anos de experiência, geralmente eles têm um alto salário e querem conseguir uma recolocação com remuneração igual ou superior. Mas isso deve ser repensado. "Como já há dificuldades pela questão da idade, o profissional tem de ser mais flexível com a remuneração. Isso não significa que ele tenha de aceitar qualquer proposta, mas precisa ter uma flexibilidade maior para aumentar as chances de se recolocar no mercado", explica a consultora.

O contrário também pode ser um erro. Glaucia alerta que o profissional não deve ir ao mercado em busca de uma oportunidade colocando como objetivo um cargo menor do que ele tem. Muitos, devido às dificuldades enfrentadas, acham que essa é a solução. Mas, para a consultora, esse pode ser um motivo a mais para o mercado não aceitar o profissional.

"Muitos profissionais se lançam ao mercado em busca de cargos menores. Acontece que a empresa contratante dificilmente vai chamar para uma vaga um profissional com muito mais gabarito do que, de fato, a posição necessita, pois ela sabe que a qualquer momento ele pode desistir do emprego. Para a empresa, essa rotatividade não é vantajosa."

DICAS PARA AUMENTAR A EMPREGABILIDADE

A consultora de Recursos Humanos Glaucia Santos, dá algumas dicas para que profissionais mais experientes consigam aumentar suas chances de retorno ao mercado de trabalho:
Recolha boas referencias das empresas em que atuou;
Faça uma boa carta de apresentação;
Divulgue para os colegas da área que está disponível para uma oportunidade;
Encaminhe seu currículo com uma carta de apresentação para as empresas, estando elas com vagas abertas ou não.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Restrições da Lei do Estágio reduzem vagas no país

Por Tatiana Lagôa

Limitação da quantidade de estudantes de ensino médio por funcionário contratado diminuiu a oferta de vagas.

Enquanto o número de vagas de emprego aumenta a cada dia no Brasil, o espaço para estudantes tem se reduzido no mercado de trabalho. A quantidade de estagiários no país neste ano é 9% menor do que em 2008, segundo dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres). O principal motivo para essa queda foi a aplicação da Lei do Estágio, que completou três anos na segunda-feira (26). Até setembro de 2008, quando foi editada a Lei nº 11.788, estavam no mercado brasileiro 1,10 milhão de estagiários. Após setembro daquele ano, quando passaram a valer as mudanças na legislação que regulamenta os estágios, a quantidade de estudantes estagiando começou a cair. Em 2009, passou para 1,04 milhão e, em 2010, para 900 mil. Neste ano, apesar do aquecimento da economia, as contratações ainda não voltaram ao mesmo patamar de 2008 e o efetivo total de estagiários está em 1 milhão de estudantes.
Segundo o diretor de comunicação da Abres, Mauro de Oliveira, o principal motivo para a redução foi a publicação da Lei do Estágio, que aumentou as exigências para a contratação. Dentre as mudanças impostas pela legislação, estão a obrigatoriedade da bolsa-auxílio, do auxílio transporte e de férias remuneradas. Além disso, o tempo trabalhado não pode ser superior a 6 horas diárias e a 30 horas semanais. “Essas mudanças aumentaram os custos de cada estagiário”, afirma. Os dados da Abres mostram que o maior impacto foi na contratação de estudantes no nível médio e técnico. Nesses casos, a queda foi da ordem 32,5% nos últimos três anos. Em 2008, eram 385 mil estagiários de nível médio ou técnico no mercado de trabalho. Hoje, são 260 mil. No nível superior houve aumento de 3,5%, passando de 715 mil para 740 mil.
Oliveira explica que o maior impacto no nível médio é reflexo do artigo 17 da lei, que restringe as contratações de estagiários desse nível de escolaridade de acordo com a quantidade de empregados na empresa. Para ter um estagiário do ensino médio, é preciso ao menos um funcionário. Para ter dois, há necessidade de ter, pelo menos, seis empregados. Já para ter cinco estagiários, a empresa precisa de ter, pelo menos, 11 funcionários. A restrição referente ao número de funcionários é um dos impeditivos para que a proprietária da loja Feliz da Vida, Bárbara Ribeiro Andrade, contrate estagiários de nível médio. “Eu até poderia, pela lei, contratar mais estagiários de nível superior, mas isso implicaria em custos muito altos para a empresa”, afirma.

Fonte: Hoje em DIa, 27/09/2011 - Belo Horizonte MG

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Seção: O que fazer...

Qual seria a segunda língua mais adequada para o mercado das engenharias?

A escolha de um segundo idioma depende muito da área em que o profissional irá atuar. Por exemplo, para quem for seguir carreira no setor automotivo, recomendaria como segunda língua o alemão. No setor de mineração, onde os principais projetos das grandes mineradoras brasileiras estão na América Latina, recomendaria o espanhol. Porém, antes de partir para uma segunda língua, tenha certeza que seu inglês esteja fluente, pois ele continua sendo um grande diferencial entre os profissionais.

Roberto Britto, gerente da divisão de engenharia da empresa de recursos humanos Robert Half

Fonte: UOL

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Seção: O que fazer...

Em toda entrevista, me perguntam se estou participando de outro processo seletivo. O que fazer? Como devo responder?

Você sempre deve ser o mais transparente e honesto possível, isso lhe dará credibilidade. Essa informação é importante para posicionar o RH em relação ao tempo do processo seletivo. De acordo com sua resposta, eles poderão acelerar ou não o processo, caso você se encaixe no perfil na vaga e não o queiram perder para outra empresa.

Roberto Britto, gerente da empresa de recursos humanos Robert Half

Fonte: UOL empregos

Brasileiro graduado recebe 156% mais que trabalhador com nível médio, diz estudo

InfoMoney  14/09/2011

SÃO PAULO – Uma pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgada na terça-feira (13) aponta que o Brasil paga o maior bônus salarial aos trabalhadores com Ensino Superior. Para se ter uma ideia, enquanto os graduados de outros 32 países recebem, em média, 50% mais que os trabalhadores com nível médio, no Brasil, este percentual sobe para 156%.
De acordo com o "Education at a Glance2011", a evasão escolar também tem interferido, e muito, no rendimento dos trabalhadores. Aqueles que não completaram o Ensino Médio, por exemplo, chegam a receber, em média, 50% menos que aqueles que possuem certificado de conclusão escolar. Atualmente, entre os países da OCDE considerados mais desenvolvidos, esta média costuma ser de 77%.
Custos do trabalho
A avaliação aponta ainda que os custos do trabalho e ganhos brutos anuais no Brasil são menores que os dos demais países da OCDE.
Na base comparativa, por exemplo, um trabalhador de 25 a 64 anos que não tenha concluído o Ensino Médio chega a receber por ano cerca de US$ $ 8.175,24. Já um trabalhador desta mesma faixa etária que tenha concluído tal nível educacional chega a receber em 12 meses US$ 14.110,74.
Segundo a pesquisa, nestes casos, a renda pode variar entre os profissionais que se encontram na faixa de 45 a 54 anos. Nestes casos, a remuneração pode apresentar um adicional bruto de 65%, ou seja, mais US$ 7.187,12 por ano, se comparado à renda dos profissionais entre 25 e 34 anos de idade.
Graduados recebem mais
Os valores, no entanto, costumam ser brutalmente diferentes para aqueles que conseguiram concluir o nível superior. Nestes casos, a remuneração a ser paga pode chegar a US$ 34.974,50 por ano, o equivalente a US$ 2.914,54 por mês para cada trabalhador.
Os mais experientes com graduação superior também costumam ser mais beneficiados neste ponto. De acordo com o estudo, nesta categoria, os profissionais podem receber um adicional bruto de 62% sobre o salário base - o que equivale a US$ 16.637,63 mais por ano.
Vulnerabilidade
A qualificação profissional também foi analisada no estudo. Segundo os dados apresentados, no Brasil, cerca de 30% dos jovens entre 15 a 19 anos não estudam. Deste total, 4,3% estão desempregados e 9,7% estão fora do mercado.
A situação é mais grave ainda para os jovens de 15 a 29 anos. De acordo com o levantamento, 26% deles não estudam e não fazem parte da força de trabalho do País – tal fato se mostra um sério impedimento para a busca por oportunidades de trabalho e emprego.
“Brasileiros jovens que não concluíram o Ensino Médio possuem menos chances de encontrar um emprego”, informa o estudo. Tal valor é de menos 21 pontos percentuais.

Fonte: MSN