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sexta-feira, 1 de março de 2013

Processos seletivos não param de inovar

Fique por dentro das principais novidades que têm sido incorporadas à contratação de profissionais.

Processos seletivos não param de inovar a maneira de as empresas selecionarem candidatos tem mudado muito nos últimos anos, especialmente depois que a internet começou a ser incorporada aos processos de escolha dos profissionais. “As principais inovações que têm acontecido nos processos seletivos estão cada vez mais relacionadas à busca de ferramentas online que possibilitem avaliar comportamentos e valores que garantam aderência ao negócio e à cultura da empresa desde a etapa virtual, e não somente nas etapas presenciais”, afirma Renata Magliocca, gerente de inovação da Cia de Talentos.

Essas ferramentas podem estar em diferentes formatos, como plataformas virtuais, quizzes, games (individuais e em rede), vídeos, testes e inventários. Bradesco, Santander, Fiat e L’oréal, por exemplo, estão entre as empresas que já recorreram ao uso da gameficação para atrair candidatos para seus processos seletivos de estágio e trainee aqui no Brasil. No ano passado, a Tecnisa também exigiu, pela primeira vez, ainda na fase online de seleção, um vídeo dos profissionais em que eles contassem suas histórias.
Caindo na rede - Outra ferramenta bastante usada atualmente são as redes sociais, por meio das quais as organizações podem estabelecer diálogos com os participantes e atrair os jovens talentos. Nesse caso, a empresa pode optar por ingressar em redes já existentes – como LinkedIn, Star Tracker e o próprio Facebook – ou então criar uma rede fechada, específica e exclusiva para os candidatos inscritos em seus programas. Essa técnica, conhecida como brevetagem, permite a troca de informações por textos, vídeos, fotos, fóruns, webcasts ou atividades individuais e coletivas e já foi utilizada em processos seletivos de estagiários e trainees de empresas como Natura, Brasil Foods, HSBC e Votorantim.
Ainda que essas ferramentas sejam frequentemente aplicadas em processos de jovens talentos, ou seja, de vagas que não exigem experiência prévia ou algum conhecimento técnico específico, elas também podem ser utilizadas para a seleção de outros tipos de vaga. “Mas em geral, como grande parte dessas ferramentas tem um custo alto de customização e implementação, às vezes não vale a pena aplicá-las em processos com um volume pouco significativo de participantes”, ressalta Renata.
Novidades reais - Algumas inovações também têm acontecido nas etapas presenciais dos processos seletivos, como observa Caroline Cobiak, coordenadora da área de jovens profissionais da Across. “Atualmente estamos trabalhando na maioria de nossos clientes com o jogo “Trainee na trilha”, que tem como objetivo quebrar as posturas e os comportamentos prontos e tornar o ambiente presencial muito mais dinâmico e alinhado ao comportamento jovem”. Segundo Caroline, o jogo traz uma riqueza enorme de detalhes que, alinhados com as competências comportamentais do perfil de trainee de cada empresa, facilita a interação e análise dos candidatos em diferentes momentos. “O bom é que o candidato não percebe que está sendo avaliado e se solta mais, trazendo mais transparência para este momento.”
Problemas e soluções - Outra ferramenta que começou a ser utilizada pela Across no ano passado é a “Análise de problema”. A técnica consiste em apresentar de três ou mais problemáticas sobre o segmento da empresa contratante para que os candidatos identifiquem - a partir do que conhecem da empresa e de sua cultura - quais seriam as quatro ferramentas mais adequadas para resolver aquele determinado problema. “É uma estratégia bem bacana, porque incentiva os candidatos a descobrirem mais sobre a empresa. E já nos adianta, ainda na fase on-line, uma percepção da avaliação analítica desse candidato.”
Na visão de Caroline, como esse tipo de ferramenta não promove comportamentos prontos, é interessante que os candidatos busquem cada vez mais informações sobre a empresa, sua cultura, o perfil de seus funcionários, e também procurem conhecer mais de si mesmos. “Isso proporcionará aos candidatos não só uma base maior para superar os desafios na seleção como também facilitará sua escolha por uma empresa alinhada aos seus valores pessoais."