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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Está aberta a temporada de caça aos trainees



Grandes empresas dão início ao processo seletivo para a contratação de profissionais recém-formados. Saiba o que fazer e como se preparar para concorrer a uma vaga.

Por Luisa Purchio (luisapurchio@istoe.com.br) 

Os atalhos para ingressar nas companhias mais cobiçadas do Brasil estão abertos. Com a desaceleração econômica, passar em um processo seletivo de trainee ficou mais difícil. De acordo com a Cia de Talentos, em 2014 o número de vagas abertas será o mesmo em relação a 2013, quando a empresa mediou a contratação de 1.562 profissionais – 19,4% a menos que em 2012. A boa notícia é que a maioria das vagas ainda vai abrir até o fim do ano. Os programas das corporações incluem salários de, em média, R$ 5,5 mil e benefícios que vão desde treinamentos internacionais a participação nos lucros. Ficar entre os finalistas não é fácil – apenas 0,3% dos candidatos é contratado –, mas alguns conselhos podem ajudar na classificação. “Todo mundo tem um talento que só precisa ser direcionado para se sobressair”, afirma Kleber Piedade, sócio-diretor da Seja Trainee.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Reprovado no programa de estágio ou trainee? Tente de novo


Renata Magliocca

Não conseguir entrar em um ano não significa que as portas daquela empresa estão fechadas para você.
Vamos combinar que tomar bota em um programa de trainee, estágio ou em qualquer outro tipo de processo seletivo definitivamente não é gostoso. Mas acontece – e com todo mundo. O que não pode é deixar que um insucesso desse tipo vire motivo para você desistir dos seus objetivos ou diminuir suas expectativas. Sabe aquela história de começar a almejar menos do que você sempre desejou? Nada dde fazer isso! “Se você tem muita vontade de trabalhar naquela empresa vale tentar se inscrever novamente para o mesmo programa”, diz a consultora Renata Damásio, da Cia de Talentos. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Começa a maratona trainee!


Ana Vaz

Confira um manual de etiqueta para garantir uma vaga nesses programas.


Muitos processos de seleção para trainees estão começando ou prestes a começar. Há muitos anos atrás fiz parte deles como candidata, e durante outros tantos anos – até hoje - estive próxima de quem os coordenou. Como consultora de imagem e etiqueta, sou eu também que muitas vezes ouço as queixas de quem recebe os trainees para os processos. Baseada nelas preparei algumas dicas básicas, mas muito relevantes, para ajudá-lo na batalha por uma vaga na empresa dos seus sonhos.

Pesquise sobre a empresa. Uma vez que você sabe para que companhia esteja sendo selecionado, faça a lição de casa e vá se informar sobre ela. Assim como as empresas olham suas redes sociais (sim, elas estão de olho no seu comportamento online), faça o mesmo e vá espiar como elas se comportam como conversam com seus clientes, como comunicam suas marcas, como se relacionam até mesmo com quem as critica. Observe, observe, observe! Ali está um pouco da cultura da empresa, o que ajuda a identificar pistas de como você deve se comportar durante os encontros da seleção.

Decifre o dress code. Entre no site da companhia. Lá você encontra uma identidade visual e um conteúdo que com certeza dizem muito de como a empresa se vê, e isso ajuda você a conversar melhor com ela durante o processo, bem como ajuda a pensar em como se vestir para estes encontros. Isso demonstra que você está interessado em fazer parte dela. Não há necessidade de usar algo ultra formal, como terno e gravata, ou terninho para as mulheres, mas com certeza, se ela é uma empresa de uma área não criativa, nem pense em ir de jeans – troque-o por uma calça social. Aliás, o jeans nem sempre é bem vindo, então vale mesmo optar pela tradicional combinação: calça social + camisa + sapato social (no caso das mulheres, o scarpin de salto até 8 cm é o mais indicado). Pense em peças que não se amassam facilmente, que não sejam menos despojadas que o jeans e que te deixem confortáveis (não apertem, não pinicam, não sobrem ao você se movimentar). Procure tecidos que não esquentam demais, já que calor excessivo pode deixar você mais impaciente ou irritado, e o suor e odores podem parecer, fazendo você se sentir vulnerável.

Não se atrase. Programe-se para chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência e tente ficar com um telefone de contato para eventuais imprevistos, mas não relaxe pensando que se ligar avisando que está atrasado, o processo vai esperar por você. Muito provavelmente, você será deixado para fora, ou se entrar, vai ter que trabalhar dobrado para tirar a péssima impressão que deixou. O processo é em outra cidade? Pense na possibilidade de chegar um dia antes.

Desligue o celular. Nada de silencioso. Desligue e desligue-se! Evite ser incomodado por ligações ou notificações de suas redes sociais. Mesmo que ninguém ouça ou perceba, você vai perceber e pode se dispersar. Se o entrevistador perceber seu interesse pelo celular, é possível que ele se desencante com você. Afinal, o que é mais importante do que a vaga na empresa dos seus sonhos?! Saber selecionar a hora de acessar seu celular é importante, inclusive no seu futuro emprego.

Faça a diferença. Durante as dinâmicas, nem pense em descredenciar um participante para que você apareça - e pareça mais adequado para a vaga. Ser crítico é uma coisa, ser arrogante é outra. Cuidado nas interrupções, nas colocações e na maneira de mostrar seu poder de liderança. Não confunda liderar com ordenar. Trabalhar em equipe de forma gentil, expor o que sabe sem desmerecer o conhecimento do outro é meio caminho andado para ser aprovado. Poder legítimo de relacionamento e liderança é algo que muitas empresas buscam.

Por hoje é só! Boa sorte e muito sucesso! 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Eu quero ser trainee!


Debora Alvares

Oportunidade de conhecer diversas áreas de atuação é o que me motiva a conseguir uma vaga.

Esses últimos meses andei pensando muito sobre o tempo da graduação. Lembro que achava que, ao sair da faculdade, já estaria no melhor emprego possível e ganhando super bem. Pensava que iria trabalhar em algo que eu adorasse logo de cara e construir uma excelente carreira. Doce ilusão! (Pelo menos, no meu caso).
O que acabou acontecendo foi ter que aceitar a primeira oportunidade de estágio que apareceu para sanar as horas complementares do curso e conseguir entrar no mercado de trabalho. Sempre estudei em período integral, das 8 às 18h, com eventuais intervalos de mais ou menos 4 horas entre as aulas, mas que nunca me permitiram ter um estágio regular. Dessa forma, posterguei minha monografia para o 5º ano, para que eu pudesse retornar a São Paulo, minha cidade natal, e estagiar em alguma empresa.

Na época, não pude tentar entrar em algum desses Programas de Estágios. Morando em outra cidade (e sem carro), era um pouco difícil. Então, consegui uma vaga e fui parar na área de Controladoria de uma instituição financeira.  

Na minha opinião, tem muita contabilidade em controladoria. Ativo, passivo, provisão, reversão, etc. Se eu soubesse antes, mesmo desesperada não teria entrado! Fiz economia e não vejo nada do que aprendi lá (tirando duas matérias de contabilidade que eu não gostava muito). Pensei em mudar de área dentro da mesma empresa, mas teria que esperar no mínimo um ano. Tentei mudar de empresa, mas só me chamavam para a mesma área. E também não os culpo... não tenho experiência em outras áreas e também não sei em qual delas quero atuar. Aí fica difícil, né? 

Foi nessa situação que eu percebi que o programa de trainee me ajudaria. Além de trazer a mudança que eu necessito, ele iria me oferecer a oportunidade de atuar em áreas diferentes. E o melhor disso tudo é que eu iria conhecer como realmente é o dia a dia de cada setor e não apenas supondo. 

Nesse instante, percebi que ser trainee seria mais do que ideal para mim.  Confesso que fiquei um tempo “confusa”, sem saber o que fazer. Nem sei se estou fazendo o que é certo, mas pelo menos algum caminho estou percorrendo, certo? Por isso, continuo me inscrevendo nos processos seletivos dos programas de trainees, em busca do meu lugar ao sol. E você? Por que quer ser trainee? 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Universia Brasil e Trabalhando.com lançam 4ª Feira Virtual de Programas de Estágios e Trainees
Esse ano o evento on-line pretende cadastrar cerca de 30 mil currículos e deve oferecer mais de mil vagas entre estágios e trainees nas empresas Accenture, AIG, Basf, Brasil Kirin, Cielo, HP, IBM, KPMG, Leroy Merlin, Múltiplus, Nielsen, Nube, Qualicorp, Riachuelo, Santander, Santander Universidades, Scania, Walmart e Whirlpool
A partir do dia 28 de março estará aberta a 4ª Feira Virtual de Programas de Estágios e Trainees Universia e Trabalhando.com. A iniciativa pretende unir grandes empresas e estudantes universitários através de uma única plataforma on-line, muito dinâmica. A expectativa é que mais de mil vagas sejam disponibilizadas durante o evento.
O evento, realizado em parceria entre a Universia Brasil e a Trabalhando.com (www.trabalhando.com) será em um ambiente 100% virtual, no qual os internautas terão acesso aos estandes das empresas. Neles, estão disponíveis diversas informações, como número de vagas, vídeos, depoimentos e fotos.
Os jovens profissionais podem visitar todos os estandes e demonstrar interesse por quantas vagas desejar. As empresas participantes são: Accenture, AIG, Basf, Brasil Kirin, Cielo, HP, IBM, KPMG, Leroy Merlin, Múltiplus, Nielsen, Nube, Qualicorp, Riachuelo, Santander, Santander Universidades, Scania, Walmart e Whirlpool, além das apoiadoras Saraiva, IBTA, Mobly e Revista Emprego.
Com um simples cadastro em que o estudante inscreve seu currículo no evento, ele pode visitar todos os estandes e demonstrar interesse para quantas vagas desejar.
Essa é a quarta edição da feira virtual. Em 2012, foram inscritos cerca de 20 mil currículos de estudantes em todo o Brasil. Destes, vários foram contratados pelas empresas participantes. Esse ano, a expectativa é que mais de 30 mil currículos sejam inscritos para diversas vagas das empresas participantes.
De acordo com Luis Cabañas, diretor geral da Universia Brasil, a iniciativa visa auxiliar o público universitário a se aproximar do mercado de trabalho. “Na feira de estágios e trainees os estudantes podem encontrar informações de empresas conceituadas. Ou seja, é uma ótima oportunidade de se inserir no mercado de trabalho da melhor forma possível. Além disso, tem a vantagem de acessar tudo sem sair de casa, em um ambiente totalmente virtual e dinâmico. Podendo até escolher em quais empresas gostaria de tentar uma vaga. Já para as empresas, é possível acessar currículos de alunos das melhores universidades do Brasil”, afirma ele.
Para Caio Infante, diretor-geral da Trabalhando.com, o evento é um canal de comunicação para que as empresas se aproximarem dos estudantes. “A feira é uma excelente oportunidade para que as empresas possam interagir com os jovens em um ambiente que eles se sentem muito confortáveis. Além disso, esse evento é muito democrático: por ser uma plataforma on-line candidatos de todo país podem participar. Apenas com acesso a internet e um cadastro simples é possível visitar todos os estandes, conhecer detalhes sobre as empresas e ainda participar dos mais variados e importantes processos seletivos do país”, finaliza.
Para ter acesso à feira, basta acessar o www.feiravirtual.universia.com.br e fazer o cadastro. O evento fica no até dia 21 de abril.
Fonte: Universia Brasil

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Como encarar os primeiros dias do programa de trainee


Camila Lam 

Adotar uma postura de aprendiz e mergulhar de cabeça no treinamento é alguns exemplos

Fique atento a cada detalhe do treinamento, desde o setor operacional ao gerencial.

São Paulo – A conquista de uma vaga como trainee de uma empresa decorre de um longo e rígido processo de seleção. E os especialistas em recrutamento são unânimes em um ponto: a confiança obtida após o processo não deve ser demonstrada no início do programa, pois ela pode ser facilmente confundida por arrogância.
Para Isabela Garbers, gerente de recrutamento e seleção da AmBev, a carga de informação nos primeiros dias do programa de treinamento é elevada e a principal recomendação para os Trainees é controlar a ansiedade.
Confira abaixo, outras cinco atitudes recomendadas por especialistas da área:

1 - Assumir a postura de aprendiz
“Seja protagonista de seu aprendizado”, afirma Marisa Godoi, gerente de desenvolvimento da Natura. Para ela, a chave do programa é o trainee fazer o exercício de autoconhecimento no começo. “Se eu não souber quais são as minhas dificuldades, não saberei do que preciso aprender”, afirma.
Para Regiane Chaves, chefe de recrutamento e seleção da Nestlé, o trainee tem uma carreira pela frente e não é porque foi vitorioso ao conquistar a vaga que pode adotar a postura de um profissional “pronto”.

2 - Saber ouvir
Na maioria dos programas, os Trainees têm a oportunidade de conhecer a empresa por meio de várias áreas, desde as operacionais quanto as gerenciais. Para os especialistas, os jovens tendem a apontar erros e criticar assim que eles chegam a um setor.
“Esperamos que o trainee não seja só um observador e tenha senso crítico também”, afirma Isabela. Entretanto, Regiane enfatiza que a maneira que os profissionais trabalham não é por acaso e, por isso, não é conveniente listar os erros antes de “sentir o ambiente e ouvir o que as pessoas têm a dizer”.

3 - Mergulhar de cabeça no treinamento
Para Triinu Groon, coordenadora de RH da Natura, aprendizados fundamentais e operacionais não podem ser menosprezados pelos Trainees. “Eles chegam achando que já estão prontos para exercer um papel maior quando, na verdade, precisam vivenciar a prática de cada área da empresa”, explica.
“Tem que querer se entregar agregar e se sentir parte de onde está”, completa Regiane. A razão? Em um programa de dois anos de duração, por exemplo, os Trainees passam de dois a três meses em cada área, e apesar do breve tempo, ela afirma que aquele que conseguir um bom relacionamento com a equipe tem a chance de ser chamado para participar de projetos futuros. “O que faz a diferença não é só o processo e, sim, as pessoas”, diz Isabela.

4 - Ter capacidade de lidar com “frustrações”
“Nos primeiros dias do programa de treinamento é normal que os Trainees cheguem com muitas expectativas e que achem tudo lindo e maravilhoso”, explica Marisa. Entretanto, como qualquer empresa, há problemas para serem resolvidos. Por isso, aquele que agir com maturidade e ter habilidade para lidar com frustrações e adversidades ganham pontos.

5 - Evitar a informalidade em excesso
O trainee, evidentemente, lidará com profissionais de diferentes níveis e faixas etária durante o programa. Regiane diz que uma postura de extrema informalidade pode causar estranhamento. “É preciso saber separar o momento do happy hour do profissional”, diz.

E, atenção, expor informações e comentários em redes sociais durante o expediente também pode ser considerado uma gafe. Séria.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 19 de junho de 2012

Salários inflacionados: estagiários ganham mais de 2 mil reais

Fernanda Bottoni

A guerra das empresas pelos profissionais do mercado chegou também aos estagiários. Bom para eles, claro, que nos últimos três anos vêm ganhando cada vez mais. Segundo levantamento das principais consultorias do Brasil, o valor da bolsa-auxílio aumentou entre 20% e 30% no período.
Como afirma Manoela Costa, gerente da Page Talent, os salários de forma geral estão inflacionados... No entanto, essa “inflação” não necessariamente está acompanhando a entrega dos profissionais – tanto dos mais experientes quanto dos iniciantes. “Tem bastante gente ganhando muito bem e sem entregar tudo o que a empresa espera”, diz ela. Sem muita alternativa, as empresas acabam aceitando a situação para não perder o profissional para a concorrência. “Entre os estagiários, principalmente, as empresas pagam mais porque querem jovens já com alguma experiência, conhecimento em idiomas e, de preferência, que já tenham morado fora do país.”
Disputa acirrada Para ganhar conquistar uma boa vaga, no entanto, a concorrência é intensa. Para você ter uma ideia, em 2011, a Cia de Talentos trabalhou  2,3 mil vagas de estágio. Sabe quantas pessoas participaram da seleção para essas vagas? Nada menos do que 162 mil. Uma continha simples demonstra que a relação de candidato por vaga chegou a 70,4. Em 2012, já foram 891 vagas no primeiro semestre, que historicamente é bem mais fraco que o segundo. O número de inscritos? Quase 66 mil! Relação de 74 candidatos por vaga. Quer saber mais? No ano passado, o curso de Medicina da USP – famoso por ser disputadíssimo – teve relação de candidato por vaga de 51,18.  Parece brincadeira, mas não é. E nem estamos falando das vagas de trainee, famosas por alavancar uma infinidades de candidatos para uma pequena quantidade de vagas.  
Quem paga mais – Entre os segmentos que oferecem melhor remuneração aos estagiários estão os Bancos de Investimento de grande porte, em que um estudante que faz 6 horas diárias de estágio pode ganhar R$ 2,2 mil, e o Automobilístico, em que a remuneração para a mesma carga horária alcança os R$ 2 mil. Já os Bancos de Varejo não costumam ser tão bacanas com seus pupilos. Um estagiário que dedica 6 horas diárias a uma agência leva entre R$ 900 e R$ 1,2 mil por mês. Uma diferença e tanto. Já nas áreas corporativos dos bancos, a remuneração fica entre R$ 1 mil e R$ 1,4 mil.
Há ainda os segmentos campeões na variação da bolsa-auxílio. Um estagiário do setor Farmacêutico, por exemplo, pode ganhar de R$ 843 a R$ 1,7 mil reais por seis horas diárias de trabalho. Na Indústria Brasileira, o valor máximo também chega a ser o dobro do valor mínimo. O universitário ganha de R$ 800 a R$ 1,6 mil. As informações são da Page Talent.
Quer saber mais? Confira a tabela detalhada com os dados fornecidos pela Page Talent. Depois, claro, pode se jogar no calendário dos maiores programas de estágio do Sudeste e das outras regiões do país. Boa sorte! 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Programa Jovens Profissionais X Trainee. Sabe a diferença?

Rachel Sciré

Você já deve ter ouvido falar dos programas de Jovens Profissionais, mas se enganou se achava que eles eram uma variação dos programas de trainee. Conforme explica Juliana Nascimento, gerente da DM Especialistas, os programas para Jovens Profissionais (JP) têm foco em treinamentos comportamentais dentro de um contexto técnico, em curto e médio prazo. “São buscados jovens com formação específica e experiência mínima de um ou dois anos na área. A formação recente pode nem ser considerada como um critério na seleção”, diz.
Já os programas de trainee, em geral, exigem formação há, no máximo, dois anos, aceitam jovens de cursos variados e a experiência na área não é requisito. Aqui, o foco são os treinamentos comportamentais, que acontecem por um período mais longo, para desenvolver um profissional generalista.

Líderes instantâneos – Os programas de Trainee e de Jovens Profissionais abastecem diferentes níveis dentro da organização. “Enquanto um trainee é formado para ser um futuro sucessor da organização, um JP pode ser desenvolvido para atender expectativas de uma área específica”, conta Juliana.

Por isso também a duração dos programas de JP é menor – cerca de seis meses. Depois dos treinamentos, a empresa conta com jovens profissionais capacitados em uma área específica, que já possuem experiência anterior, e que irão assumir cargos de liderança (coordenador, gerente ou executivo), por exemplo. Assim, os salários oferecidos depois do programa também costumam ser altos, podendo chegar a R$8 mil, em alguns casos.

Durante o programa de JP, o salário pode ser similar ao pago aos trainees, mas os valores dependem muito da empresa contratante. “Mesmo quando consideramos os trainees, temos variações que vão de R$3 mil a R$6 mil”, exemplifica. Além disso, ele variará em função do nível de profissional que o programa pretende formar: analista pleno, analista sênior, coordenador, gerente.

Já os trainees ficam entre um e três anos na empresa e, normalmente, conquistam um cargo sênior. A perspectiva de assumir cargos de liderança é em longo prazo. “Há muito tempo os programas de trainees deixaram de formar gerentes logo após o seu término. Isso ocorre devido ao aumento da complexidade das organizações e da imaturidade dos jovens”, explica Juliana.

Em ambos os casos, os processos seletivos podem ser semelhantes, com etapas online e presenciais. O que muda de fato é o perfil dos profissionais buscados, que nos JPs é menos abrangente do que nos programas de trainee e incluem requisitos técnicos. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Trainees: Programas querem atrair candidatos mais ecléticos

Stefan Schmeling - Valor

Escassez de talentos faz empresas aceitarem jovens com formações diferentes das tradicionais.

Durante o curso de ciências sociais, Bruno Bidóia constatou que sua formação o excluia da maior parte dos programas de trainee, até que encontrou uma vaga na Natura.

Tradicionais redutos de engenheiros, administradores e economistas, os programas de trainee têm diversificado cada vez mais seus processos de seleção. A escassez de mão de obra no mercado tem feito muitas companhias reverem suas prioridades e reduzirem as exigências em relação à formação acadêmica dos candidatos.

Um levantamento realizado pela Cia de Talentos revela que 80% das empresas recebem inscrições de jovens com formação em alguns cursos além de administração, economia e engenharias. Embora, poucas aceitem candidatos com qualquer graduação, o mercado aos poucos está mudando. Há três anos, a Cia de Talentos conduzia apenas um programa que permitia a participação de jovens de todos os cursos superiores. Hoje são cinco, número que deve aumentar a partir do próximo ano. "O interesse das empresas em eliminar essa barreira na seleção é cada vez maior", diz Carla Esteves, diretora da consultoria.

Em 2009, a Natura reformulou o seu programa de trainee e fez, pela primeira vez, uma seleção aberta a candidatos provenientes de qualquer faculdade. Denise Asnis, gerente do escritório de liderança, explica que o principal objetivo foi atrair talentos com valores e perfis similares aos da organização.

Na seleção deste ano, nem mesmo a idade foi um impedimento - a única exigência era a de que os interessados estivessem graduados há, no máximo, quatro anos. A mudança, segundo Denise, trouxe boas surpresas: o processo atraiu trainees de diferentes formações e regiões do Brasil. "Acreditamos que é mais fácil formar aspectos técnicos do que valores. Dar um curso de informática ou de planejamento estratégico é muito mais simples e barato do que tentar inocular uma cultura", afirma.

A nova postura da Natura fez com que o então recém-formado em ciências sociais Bruno Bidóia se inscrevesse, pela primeira vez, em um programa de trainee. Ele faz parte desde o ano passado do time de jovens talentos da companhia e diz que, durante os estudos, não considerava esse tipo de programa como uma opção para iniciar a carreira. "Nem sabia o que era um trainee", admite. Acabou descobrindo do que se tratava em uma lista de e-mails da faculdade e começou a pesquisar alguns programas.

A decepção veio logo em seguida, quando o jovem percebeu que a maioria das seleções não aceitava estudantes de ciências sociais. "Descobri o trainee da Natura sem saber que era a empresa, já que na época eles não identificaram o nome. A proposta chamou a atenção e fiquei feliz quando vi que podia me candidatar", conta ele, que termina o programa no final deste ano.

Carla Esteves, da Cia de Talentos, explica que as empresas estão ampliando o leque de formações porque começam a enxergar a importância de ter profissionais mais "raros" no ambiente corporativo. "Elas estão percebendo a necessidade de ter um público interno diverso."
A gerente geral de recursos humanos e desenvolvimento organizacional da Whirlpool Latin America, Úrsula Angeli, acredita que não limitar a formação dos trainees tem um impacto positivo na inovação. "A estratégia é não buscar competências muito específicas, pois isso cria pensamentos limitados", afirma.

Desde 2004, a multinacional aceita inscrições de jovens formados em qualquer curso que esteja ligado ao negócio da companhia, desde engenharias até faculdades menos comuns nesse tipo de programa como gastronomia e arquitetura.

É o caso do especialista de mercado Raphael Coelho, que em 2009 entrou como trainee na Whirlpool. A graduação em relações internacionais não impediu que ele buscasse um programa na área corporativa, opção que estava em seus planos desde cedo. Adquiriu experiência gerencial e de vendas em atividades extracurriculares na faculdade. Chegou, inclusive, a morar na China por um ano atuando em projetos de marketing. "Ganhei bagagem e decidi prestar alguns programas de trainee, mas encontrei poucos que aceitavam a minha formação acadêmica", conta. Após a aprovação na Whirlpool, Coelho percebeu que o conhecimento adquirido na faculdade se tornou um diferencial no dia a dia de trabalho. "Aprendi muito sobre a parte administrativa e de gestão. Além disso, pude contribuir dando um ponto de vista diferente para a equipe", diz o ex-trainee, que já recebeu duas promoções desde o fim do curso.

Experiências como a de Coelho, porém, ainda não são comuns. A maioria dos candidatos que se inscreve para o programa da empresa, segundo Úrsula, é formada em cursos tradicionais. Mas a divulgação do processo seletivo em redes sociais como Twitter, Facebook e LinkedIn está atraindo pessoas com perfis diversos. "Estamos tendo acesso a pessoas que talvez nunca encontraríamos de outra forma."

As redes sociais também fazem parte da estratégia das Lojas Renner para democratizar o acesso de trainees ao seu programa, que aceita candidatos com qualquer formação desde 1996. Clarice Martins Costa, diretora de RH da rede varejista, explica que esse tipo de divulgação abriu o leque de interessados no curso: este ano são esperados 30 mil inscritos, ante 22 mil no ano passado. "Já recebemos currículos de gente com formação em filosofia e até zootecnia", diz.

O objetivo do programa, segundo ela, é encontrar candidatos que tenham perfis comportamentais ideais para o varejo. "O importante é termos pessoas com a atitude certa". O conteúdo técnico, de acordo com a diretora, é ministrado durante o curso de formação, que tem aulas teóricas e experiências práticas durante um ano. A seleção exige apenas que o candidato tenha até cinco anos de formado, disponibilidade para viagens e, em algumas áreas, inglês avançado.

Alguns conhecimentos especializados, segundo Carla Esteves, ainda são os principais limitadores para que as companhias abram totalmente os seus programas de trainee. "As empresas que não vão acompanhar essa tendência no médio prazo são aquelas em que a formação técnica é muito importante ou onde a profissão é regulamentada, como no caso dos advogados", diz. Por outro lado, a consultora diz que o mercado está tendo boas surpresas com essa diversidade. "É cada vez mais comum um profissional de turismo ou história trabalhar com finanças ou planejamento estratégico."

"Temos notado uma troca muito grande entre diferentes áreas. Hoje temos advogados e engenheiros no RH, além de pedagogos e economistas no marketing", exemplifica Denise, da Natura.