Busca

Mostrando postagens com marcador recrutamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recrutamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de março de 2015

Como e onde procurar emprego? Veja dicas



Foto: Mundo Vestibular/Reprodução
Procurar emprego pode ser uma tarefa frustrante, principalmente se você “sair atirando para todos os lados”, sem muito planejamento. Com um pouco de organização e estratégia, no entanto, você aumenta suas chances de encontrar o emprego dos sonhos, economiza tempo e ainda tem mais controle sobre os caminhos da sua carreira.

Confira, a seguir, cinco dicas para procurar emprego de forma mais eficiente.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Veja como os profissionais de recrutamento tentam garantir bons processos seletivos


Cuidados na hora da contratação Entrevista de emprego deixa muito candidato sem sono, mas como fica o lado de lá da mesa? 

Correio Braziliense

Marcus Paulo Souza e Luana Lourenço passaram por um 
processo completo e objetivo antes de serem 
contratados por uma empresa de tecnologia
                                                                                                                      
Passar por um processo seletivo faz parte dos momentos mais tensos de qualquer profissional: é preciso manter a calma e ir preparado com as melhores respostas na ponta da língua. Porém, quem recruta também precisa ficar atento. Seleções malfeitas prejudicam a empresa, que terá de arcar com perdas na produtividade provocadas pela contratação de um colaborador que não se ajusta à organização. Além disso, a atmosfera no ambiente de trabalho também é afetada por desentendimentos com funcionários que ficam aquém do esperado.

Para evitar más contratações, o primeiro passo é definir de maneira satisfatória o tipo de perfil para a vaga em aberto. “Além de delimitar capacidades técnicas na área, o gestor precisa saber quais serão as características comportamentais desejadas para desempenhar a função”, afirma o consultor de Recursos Humanos Cleber Andriotti.

Segundo o especialista, as empresas erram ao deixar de lado a parte comportamental na hora de escolher novos funcionários. Clichês na entrevista, como perguntar pontos positivos ou negativos, já são conhecidos pelos profissionais. “Para responder a essas perguntas mais simples, os candidatos até decoram as melhores dicas de sites especializados”, aponta Andriotti.

Lugares comuns e falta de objetividade ficam de fora dos processos seletivos organizados por João Mazzini, gerente de Recrutamento e Seleção da empresa de tecnologia CTIS. Para ele, a melhor forma de avaliar o comportamento do candidato é conhecer a competência apresentada nos trabalhos. “Pedimos que o profissional descreva uma experiência na carreira e relate como resolveu tal situação”, diz.

Foi com esse tipo de seleção que a psicóloga Luana Lourenço, 29 anos, foi contratada para exercer o cargo de coordenadora de Treinamento da empresa. “As situações abordadas na entrevista me permitiram mostrar exemplos de situações em que fui bem-sucedida em trabalhos anteriores”, conta. A delimitação precisa do perfil desejado para a vaga também favoreceu Luana. “Eu já tinha oito anos de experiência na área em empresas de tecnologia ou de grande porte”, acrescenta.

Caça-talentos

Ir atrás de bons currículos ajuda o recrutador a fazer uma primeira triagem dos candidatos antes mesmo do processo seletivo. Além de analisar bem os nomes que chegam à empresa, é preciso checar sites especializados em armazenar perfis profissionais. Esses portais ajudaram Marcus Paulo Souza, 27 anos, a ser chamado para participar da seleção para analista de ogística da CTIS. “Na mesma hora em que atualizei meu telefone, a empresa me ligou”, conta.

Angélica Nogueira, gerente de desenvolvimento da Catho, afirma que o procedimento de procura de currículos é padrão na maior parte das empresas. “Definidas as características da vaga, profissionais especializados em recursos humanos devem separar os melhores currículos que serão encaminhados à entrevista”, afirma a especialista.

A coordenadora do curso de analista em Recursos Humanos da Fundação Getulio Vargas (FGV), Anna Cherubina, vai além. Segundo ela, divulgar oportunidades em redes sociais é outra boa forma de receber currículos, que podem demorar a chegar. “O melhor é fazer isso em grupos ou comunidades específicas de determinada área. Isso agiliza o recrutamento de candidatos”, sugere. Sites de relacionamento gerais, como o Facebook, ou específicos para carreira, como o LinkedIn, podem ser usados nessa fase.

Duração
Processos seletivos mais longos permitem que cada dinâmica mostre um pouco das habilidades do candidato — mesmo que ele acabe contratado em uma área diferente da pretendida no início. Marcus Paulo passou por isso. Ele foi contratado como analista de logística e não como coordenador, cargo para o qual fazia a seleção. “Nas dinâmicas e na entrevista, perceberam que meu perfil era mais técnico, não de coordenação”, relata.

A professora Anna Cherubina afirma que é importante os gestores participarem das dinâmicas para identificarem casos como o de Marcus Paulo. Além de ajudar a avaliar os participantes segundo a função da vaga, a presença da chefia serve para traçar os perfis comportamentais. “Chefes e profissionais de recursos humanos devem discutir, depois das atividades, as impressões sobre os candidatos para chegar a um consenso sobre os perfis apresentados”, afirma.

Porém, ainda que a participação dos gestores seja necessária, é fundamental que profissionais da área de recursos humanos organizem a seleção. Acreditar que o chefe direto da vaga aberta pode cuidar sozinho da contratação é um erro, segundo Cleber Andriotti. “As empresas não querem gastar com RH, mas o prejuízo de ter um mau funcionário pode ser muito maior porque há perda de produtividade e, se ele for demitido, deve-se arcar com outros custos, como pagamentos de seguros”, explica.

Angélica Nogueira, da Catho, alerta que urgência não pode ser motivo para processos seletivos rápidos e malfeitos. “Seleções rápidas entregam a vaga à sorte, não ao juízo dos recrutadores”, afirma. A especialista acrescenta que bom planejamento é necessário para evitar dor de cabeça. “É sempre bom que empresa promova processos seletivos paralelos e monitore currículos o tempo todo para o caso de imprevistos”, sugere.

Palavra de especialista
Como um time


“Para fazer um processo seletivo, o mais importante é entender quais são as necessidades técnicas e comportamentais que a vaga exige, para que o selecionador defina que instrumentos de avaliação vai utilizar com o objetivo de escolher o melhor candidato. Entender e mapear a área é fundamental. É preciso listar as atividades que serão desenvolvidas e também identificar o perfil do gestor e da equipe de trabalho, pois, assim como num time de futebol, cada profissional deve ter o seu papel e deverá ser uma equipe complementar. Avaliar isso agregará muito valor. O processo seletivo pode ter inúmeras ferramentas de avaliação, que serão utilizadas dependendo do que se quer avaliar. Entre as ferramentas, estão a entrevista por competência, dinâmica de grupo, prova de conhecimento, redação, prova técnica e avaliação psicológica com testes de personalidade e de aptidões específicas. O maior erro que se pode cometer num processo é não entender a real necessidade da vaga, não conhecer a empresa. Uma secretária na empresa “A” exige um determinado perfil, enquanto, na empresa “B”, o mesmo cargo necessita de uma secretária completamente diferente, em razão da característica da empresa e dos gestores.”

Acsa Vasconcellos, especialista em recursos humanos e consultora da Insight


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

7 perguntas e respostas sobre dinâmicas de grupo



Claudia Gasparini

Na cabeça de muita gente, dinâmicas de grupo são sinônimo de constrangimento, pânico ou simplesmente perda de tempo.
Para Eduardo Ferraz, consultor especializado no assunto pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), é comum que as pessoas "satanizem" essa ferramenta do recrutamento por causa de más experiências. 
“Muita gente diz que dinâmica é uma bobagem. Se for mal feita, realmente não passa de uma grande bobagem mesmo”, diz ele.
Dinâmicas bem conduzidas, no entanto, podem ser uma ferramenta preciosa para empregadores - e também para candidatos. Isso porque elas servem para revelar quem é o profissional de verdade.
“A dinâmica é basicamente um instrumento para medir compatibilidade, o que é bom para os dois lados”, explica Ferraz.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Saiba como mandar um currículo por e-mail



Maíra Amorim 

Prefira enviar links em vez de anexos, apresente-se de forma sucinta e respeite as especificações de envio.
O anúncio da vaga pede que o currículo seja enviado por e-mail. Agora bate a dúvida: o que escrever na mensagem, levando em consideração que ela será recebida por uma pessoa desconhecida?
Textos padrões, como “Segue em anexo meu currículo para avaliação” têm mais chances de serem deletados sem nem ao menos serem lidos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Vantagens de estar desempregado (ou não) durante a seleção



Camila Pati

Toda vantagem competitiva é bem-vinda em um processo seletivo e pode fazer a diferença na conquista da oportunidade profissional.
Foto: Reprodução
E não só os perfis comportamental e técnico entram no hall dos aspectos avaliados pelos recrutadores e também pelas empresas.
O momento atual do candidato, se ele está trabalhando ou está disponível no mercado, também é levado em conta neste processo. E, dependendo da necessidade da empresa, pode até definir o resultado final da seleção de candidatos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As mentiras mais comuns e absurdas em currículos



Roni Silva
 
Com o mercado de trabalho cada vez mais acirrado, os profissionais buscam diversas maneiras para se destacarem e conseguirem a tão desejada recolocação no mercado.


O currículo, como porta de entrada de muitos profissionais é uma das ferramentas mais utilizadas na busca de uma nova oportunidade, por isso, é essencial caprichar em sua confecção, mas muitas vezes invenções e “aumentos da realidade” são aplicados para que o currículo pareça melhor.

A CareerBuilder, divulgou nesta quinta-feira (7) uma pesquisa que revelou que cerca de 58% dos gerentes de recrutamento já descobriram alguma mentira em currículos e 33% dizem que os casos tendem a aumentar no período de pós-recessão.  A pesquisa consultou mais de 2000 profissionais responsáveis por recrutamento nos Estados Unidos entre 13 de maio e 6 de junho de 2014.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Você sabe como funciona uma dinâmica de grupo? Descubra


por Fernanda Bottoni

Não há candidato que não sinta um frio na barriga quando é convidado para participar de uma dinâmica de grupo. Essa etapa, apontada muitas vezes como a mais detestada de todo o processo seletivo, é também uma das mais decisivas. No entanto, pouca gente sabe como ela ocorre e o que, de fato, está sendo avaliado.

“Muito da ansiedade dos candidatos vem exatamente desse desconhecimento”, acredita Fernanda Montero, gerente da Cia de Talentos, que faz a seleção de estagiários e trainees para muitas grandes empresas.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Para quem não leu... (continuação)


Intimidade pode ser traiçoeira

Temas polêmicos, fotos sensuais, desabafos no Facebook e curtidas que denunciam posição política. Se por um lado é difícil resistir à tentação, por outro as companhias e os profissionais que trabalham com recrutamento estão de olho nas redes sociais. O consultor de empresas Luís Othon, da Prima Consultoria, acredita que uma espiada na timeline dos candidatos não é decisiva, mas influencia numa seleção.
“Ao recrutar alguém precisamos tomar muito cuidado com as informações do currículo porque ocorrem exageros. É comum tanto no período de atividade como nos cargos anteriores. Ás vezes dá para descobrir pelo Facebook”, sugere. Luís Othon ainda usa outra tática para conhecer melhor seus candidatos: procurar amigos em comum e telefonar.
A prática está dentro da lei na opinião da advogada Karla Ferreira, sócia do escritório de advocacia Urbano Vitalino, onde é responsável pelas causas trabalhistas. Ela acredita que até depois da contratação as ações no Facebook podem dar às empresas o direito de intervir e penalizar.
“Precisamos fazer uma análise por analogia ao que está previsto no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho. Uma professora de um colégio que coloca fotos erotizadas nas redes sociais pode ser demitida por justa causa com base na alínea B, que trata de incontinência de conduta ou mau procedimento”, explica.
O indicado, segundo ela, é que a postura esperada no meio digital fique clara no ato da contratação e por meio do regulamento da empresa. No caso de uma pisada na bola, não vale alegar invasão de privacidade: “Se você escreveu algo em modo público e o chefe viu, foi opção sua”.
Matéria completa na versão impressa do Diário de Pernambuco, no caderno de Informática, na página B8, de 11/09/2013.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Saiba o pesquisar sobre a empresa antes de se candidatar a uma vaga


Fernanda Bottoni

Especialista explica que informações você deve buscar para não chegar ao processo de seleção como quem caiu de paraquedas.


Você já deve ter ouvido falar que é preciso “fazer a lição de casa” e pesquisar muita coisa sobre a empresa em que quer trabalhar para não chegar à entrevista ou à dinâmica de grupo com aquela cara de quem acabou de cair de paraquedas. Certo? Ok, mas você sabe exatamente que informações precisa buscar, onde pode encontrá-las e por que elas são importantes? Para tirar essas e outras dúvidas, consultamos Caroline Cobiak, coordenadora de jovens profissionais da Across, especialista em recrutamento de jovens profissionais. Veja o que ela diz.

1 – Em primeiro lugar, a lição de casa é importante para que os candidatos possam conhecer melhor a empresa, sua cultura, valores e entender se a empresa combina com seus objetivos de carreira, se o tempo de promoção de trainee para um cargo de gestor, por exemplo, é adequado às suas metas e se o programa de desenvolvimento está atrelado ao que você procura. “Essas informações são importantes, pois conhecendo a empresa, ele consegue identificar se o seu perfil está realmente alinhado”, diz ela.

2 – Todas as informações que você buscar sobre a empresa em que quer trabalhar serão importantes para auxiliar na execução das atividades online e presenciais. “Dados como área de atuação, principais concorrentes, faturamento, participação no mercado, inovações, ações de sustentabilidade e sociais, perfil dos funcionários, programa de desenvolvimento do trainee, se for o caso, cargo final que será ocupado no final do programa, novos negócios, países em que a empresa atua etc são sempre relevantes.”

3 – Buscar essas informações não é nenhum problema. Você pode começar pelo site da empresa e depois dar uma busca para pesquisar detalhes que ela não publica. “Outra dica é, caso conheça alguém da empresa, bater um papo para identificar como é o clima de trabalho, como são as equipes, como é o relacionamento das pessoas.”

4 – Durante a entrevista ou a dinâmica você não precisa ficar como se estivesse numa prova oral da escola, relatando tudo o que pesquisou de forma artificial. Seu conhecimento vai aparecer de forma natural, durante as atividades propostas e nas perguntas do recrutador. “Ele pode questionar o que motivou você a participar do processo e você pode utilizar o que pesquisou para justificar a decisão”, recomenda.

5 – Durante a seleção você também pode fazer perguntas para esclarecer o que não conseguiu descobrir sozinho. Por exemplo, se não conseguiu descobrir qual a participação da empresa no seu segmento, aproveite um momento em que o RH ou o gestor estiverem presente para perguntar. Com bom senso, claro. “Em uma entrevista com o consultor, as questões devem girar em torno de disponibilidade de mudança, dúvidas sobre desenvolvimento do programa, duração, local de trabalho, desafios de trabalho e projetos”, afirma Caroline. Mas atenção: não comece a perguntar só para parecer interessado, ok? “Só questione se for realmente relevante para a sua tomada de decisão e se a dúvida for auxiliar a decidir continuar no processo ou não.”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Exposição em redes sociais pode contribuir ou prejudicar vida profissional?


Por Adan Soares

A rede social é “a mocinha” ou a “vilã” da sua vida profissional? Em um cenário no qual os internautas estão cada vez mais preocupados com a sua imagem no mundo virtual, a tendência é de que ela seja uma grande aliada. Isso porque a exposição, antes pessoal, passa a dar lugar a uma vertente mais profissional. Segundo pesquisa da F-Secure, empresa de soluções de segurança para o espaço digital, 86% dos brasileiros se preocupam com dados pessoais em sites de relacionamento e 43% consideram estar “perdendo o controle” sobre informações compartilhadas nessas redes.

Outros dados apontam que 81% dos brasileiros têm receio em relação a quem acessa suas fotos e vídeos e 75% dos participantes preocupam-se com o backup das suas informações. Para o diretor-presidente da Webconsult, Leornado Bortoletto, a mudança de comportamento é justificada pela percepção dos usuários com relação ao poder que cada informação tem para transformar para o bem ou para o mal a vida pessoal, e, principalmente, profissional de cada um. Por isso, a recorrente dica de pensar antes de postar fotos e comentários em qualquer espaço virtual volta à cena.

Bortoletto comenta que ao optar pela circulação de seu currículo via internet (como no LinkedIn, por exemplo), o candidato fica vulnerável a ser submetido a uma segunda etapa na qual as empresas costumam humanizar e confirmar as informações dadas por meio de redes sociais. “Ao fazer um currículo às pessoas são mais tendenciosas, então é comum o cruzamento de informações daquilo que a pessoa escreve em seu currículo com o que é dito e feito por ela na internet para checar a veracidade das informações”, diz.

Fotos, vídeos e comentários são verificados pelas empresas de recrutamento e seleção, mas também pelos próprios colegas do círculo de trabalho. A principal dica para quem é usuário de redes sociais é para que se relacione e se posicione diante de assuntos pertinentes ao seu dia a dia, mas com ponderação.

Para fazer uso de forma sadia, o primeiro passo é definir o objetivo para o qual vai se expor em uma rede social, se vai utilizá-la para fins pessoais ou profissionais. O segundo é sempre filtrar as informações antes de publicá-las. “O problema não é a rede, e sim a falta de bom senso de algumas pessoas que usam as redes sem tomar ciência do alcance das informações”, pondera Bortoletto.

Indicação

Como profissional de recursos humanos, João de Avelar Andrade, coordenador do curso de tecnologia em gestão de recursos humanos do Centro Universitário Newton Paiva, observa mudança muito rápida na indicação de pessoas para o mercado de trabalho. “Antes ela acontecia por carta de recomendação ou por meio de contatos do dia a dia. Mas estamos vendo essa indicação migrar para as redes sociais”, afirma. Algumas empresas, diz, têm uma pessoa especificamente para fazer busca nas redes sociais de candidatos e empregados, como LinkedIn, Facebook e Twitter.

A consultora de recursos humanos Sara Rios alerta que são necessários cuidados com as informações divulgadas na rede. “Elas compõem o perfil, caráter e valores da pessoa. Tudo isso é avaliado”, diz. “É preciso cuidado com o que você curte”, completa Hegel Botinha, diretor comercial do grupo Selpe.

Ele afirma que já presenciou caso em que um executivo perdeu uma vaga porque divulgou na rede que gostava de esportes radicais. “Como a oportunidade era para empresa de seguros, eles acharam que não era recomendado contratar a pessoa com esse perfil”, diz Botinha.

Sem separação Com as redes sociais funcionando como uma extensão da vida real da pessoa é difícil separá-la do mundo profissional, avalia Thiago Miqueri, diretor da Plan B Comunicação, empresa da área digital. “Você não consegue reunir 400 amigos na mesa de boteco para discutir sobre política. É uma oportunidade de se posicionar, pois sua opinião é amplificada”, observa. Para ele, cada profissão tem um grau de importância nesse ambiente. “Os publicitários, por exemplo, aproveitam para saber quais iniciativas estão influenciando sua rede.”

Outras profissões também têm as redes sociais como aliadas, avalia Andrade. “Muitos movimentos sociais começam pelas redes. Se um policial está acompanhando as tendências nas redes sociais, pode conseguir neutralizar muitas ações”, afirma Andrade. No caso dos professores, diz, há um retorno maior do que está ocorrendo no ambiente acadêmico. “E para os profissionais de moda, as comunidades sugerem o que está em alta no gosto do público”, avalia. A sua principal dica para o profissional que está na rede é a seguinte: “Não faça na rede social o que não faria no mundo real”.

Atenção para excessos

Na contramão do comportamento da maioria dos usuários está o consultor em gestão de negócios Michel Souza, que desde que criou perfis no Facebook, Twitter, Thumblr e LinkedIn optou por dar um tratamento menos pessoal às ferramentas. “Não adiciono parentes e evito adicionar colegas de trabalho porque não acho interessante perder posicionamento diante dessas pessoas”, explica. “Não deixo de postar o que quero, mas penso duas vezes antes de emitir minha opinião sobre qualquer assunto”, acrescenta. Michel comenta que o perfil mais interessante é daquele se expressa utilizando informações relevantes sobre a sua área de atuação.

Um dos bons exemplos da rede é o da professora universitária Vânia Myrrha, que usa o Facebook, o Twitter, um blog e o LinkedIn para se relacionar com seus alunos. Nada formal Vânia mantém a mesma postura nas redes, mas “sem confundir as coisas”. Na internet, compartilha conteúdo extra de suas aulas, manda recados para alunos e até recebe trabalhos acadêmicos, mas tudo sem deixar a amizade de lado. “Não é porque sou professora que preciso ser sisuda, dá para manter uma boa relação com eles”, garante. “Posto fotos pessoais, mas tudo com moderação”, completa. Para a professora, o ideal é que as pessoas consigam utilizar todas as potencialidades da ferramenta sem se exceder e aproveitando as oportunidades de relacionamento e profissionais que surgem do contato virtual.

Já a médica Melissa Machado Viana é adepta de várias redes sociais: LinkedIn, Facebook, Twitter e Research Gate. Ela é especializada em genética e conta que as redes são usadas tanto para a parte profissional quanto pessoal. “Na minha área é preciso ter muito contato para saber o que está acontecendo de novo”, afirma.